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Dia do Basta: trabalhadores realizam manifestação amanhã na Capital

Luta é contra reformas trabalhista e Previdenciária, além da perda de direitos

9 AGO 2018
Diana Christie
13h19min
Foto: Wesley Ortiz/Arquivo

Sindicatos de diversas categorias de trabalhadores organizam uma grande manifestação, com mobilização nacional, nesta sexta-feira (10). O objetivo é lutar contra medidas que prejudicam os trabalhadores, como a reforma trabalhista e da Previdência, o desemprego e a recessão econômica.

Em Campo Grande, o evento ocorrerá a partir das 8h, com concentração na Praça do Rádio Clube. Em seguida, os manifestantes fazem passeata pelo centro da cidade. Manifestações também devem ocorrer nas cidades do interior, juntamente com paralisações de algumas categorias.

Os professores da rede pública de ensino devem parar. Segundo o professor Lucílio Nobre, presidente da ACP (sindicato dos trabalhadores da Educação de Campo Grande), “a secretaria de educação já foi comunicada sobre a paralisação e o dia de aula será reposto”, não havendo prejuízo para os alunos.

Os trabalhadores dos Correios já estão com greve nacional marcada a partir do dia 8 de agosto, caso as negociações para reajuste salarial não evoluam até o dia 7. Para Sérgio Vilela, do sindicato que representa a categoria, o presidente Michel Temer está destruindo as estatais brasileiras de propósito, para justificar a venda do patrimônio nacional para empresas privadas internacionais.

Os efeitos da reforma trabalhista também serão apontados pelo movimento. Segundo o presidente do sindicato dos eletricitários, Elvio Vargas, ao invés de gerar emprego, após a reforma trabalhista aumentou o desemprego do país, ao mesmo tempo em que aumentou o número de empregados de forma precária, como os terceirizados, e os informais, sem carteira assinada ou contrato de trabalho.  A defesa da reforma agrária também é um dos temas do movimento.

Além da pauta nacional - em defesa do emprego, dos direitos trabalhistas e contra a reforma da previdência - os movimentos vão denunciar a situação no Estado, como a reforma previdenciária do governo estadual, a paralisação da reforma agrária e o crescimento do desemprego no estado. A decisão foi tomada em reunião na Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação) com a participação de sindicatos, centrais e movimentos sociais, inclusive dos movimentos agrários do Estado.

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