TJMS - Setembro
(67) 99826-0686

Trânsito mata uma pessoa por dia em Mato Grosso do Sul

Detran-MS criou grupo de fiscalização que vai agir com batalhão de trânsito, Agetran e assessoria militar

12 JUL 2018
Celso Bejarano e Dany Nascimento
11h00min
Foto: André de Abreu

Levantamento do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) revela que, nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017, ao menos uma pessoa morreu por dia vítima do trânsito em Mato Grosso do Sul. E das 2.258 mortes registradas nesse período, 867, ou 38,4% da totalidade, morreram depois de fatalidades em Campo Grande.

Estes dados macabros fizeram com que o comando do Detran-MS criasse o primeiro setor de fiscalização de trânsito em MS, setor que vai funcionar com 30 agentes já capacitados desde o mês maio.

Os números acima que revelaram os excessivos casos de mortes por acidentes de trânsito foram anunciados na manhã desta quinta-feira (12) por André Canuto, gestor de vistoria do Detran-MS, que vai chefiar o recém criado setor de fiscalização. Para ele, a campanha educativa começou a surtir resultado e os dados apurados “são tristes”.

Nos primeiros 30 dias de ação do setor da fiscalização foram anotados 69 autos de infração, entre as quais motoristas flagrados circulando pelas ruas de Campo Grande sem CNH, criança em motocicletas sem capacete e condutores dirigindo sem cintos de segurança.

Canuto disse que o setor da fiscalização atua diretamente em parceria com o efetivo do batalhão da PM de trânsito, com a assessoria militar e ainda com agentes de fiscalização da Agetran. A fiscalização vai acompanhar os militares em blitze e também em ações educativas. Inicialmente, o trabalho será feito somente no trânsito de Campo Grande.

Roberto Hashioka,  diretor-presidente do Detran-MS, disse que a missão dos fiscalizadores de trânsito é o de “contribuir para a paz no trânsito, salvar vidas e coibir motoristas que não têm preparo para conduzir veículos”.

“No Brasil, quase 40 mil pessoas perdem suas vidas em tragédias no trânsito. E quase todas as cirurgias eletivas são motivadas por traumas [acidentes]. É preciso conscientizar os motoristas”, afirmou Hashioka.

Carlos Guarini, gerente de fiscalização de transito da Agetran, afirmou que o código de trânsito já completou 21 anos de criação e, mesmo assim, “motoristas insistem em não respeitá-lo”.

Ele contou que outro dia, numa fiscalização, viu um motociclista transportando o filho pequeno no chamado canguru para bebê – quando a criança é presa num lençol, apenas.

“Um pai desse não tem amor pela criança, é preciso cuidado, medida para o bebê não correr risco. E mais: uma criança só pode ser transportada numa motocicleta a partir dos sete anos de idade”, disse o gerente de fiscalização.

Veja também