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Governo amplia contrato e dá aumento de meio milhão para alvo da Lama Asfáltica

Empresa foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a 'Máquinas de Lama'

15 JUL 2017
Vinícius Squinelo
07h00min
Foto: Wesley Ortiz/Arquivo
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semana do transito

O Governo do Estado deu aumento de R$ 566.246,34 ao contrato com a empresa H2L Equipamentos e Sistemas Ltda. Com parcelas mensais de R$ 94.374,39, a empresa vai atuar mais seis meses na prestação de serviços para a Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul.

Com validade até 1º de janeiro de 2018, o contrato é assinado pelo diretor-presidente da fundação, Justiniano Barbosa Vavas, e pelo empresário Rômolo Luiz Holsback, filho do diretor da empresa, Rodolfo Holsback, que chegou a ser preso durante a 4ª fase da Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, por guardar munições sem registro dentro de casa.

Tanto a H2L quanto a HBR Medical, do mesmo grupo, foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a “Máquinas de Lama”. Doadora de campanha do ex-governador André Puccinelli e do ex-secretário de Obras, Edson Giroto, a H2L domina os contratos de locação de máquinas de reprografia (cópias) e impressoras para o Governo do Estado.

Já a empresa HBR Medical é dona de contratos milionários para locar equipamentos necessários à implantação da Rede Digital de Imagens em Mato Grosso do Sul, uma espécie de sistema de exames na rede estadual de saúde. Também faz a cedência de ultrassons portáteis e portáteis de eletrocardiogramas.

As empresas afirmam que o pedido de busca e apreensão foi deferido em razão de Rodolfo Pinheiro Holsback ter feito operação de compra e venda de gado com um dos envolvidos na investigação, Jodascil da Silva Lopes, o que, “na visão da Polícia Federal, poderia significar simulação para pagamento irregular”.

Em nota, o Grupo afirma que “tal fato, aliado a saques em dinheiro que as duas empresas fizeram no curso dos anos de 2012 a 2014, levaram a suspeitas de possível envolvimento com o então servidor público, por força do que resolveu-se fazer a busca e apreensão”.

Apesar disso, o Grupo afirma que as duas empresas declaram que não participaram de qualquer irregularidade envolvendo e referido servidor, nunca fizeram qualquer pagamento irregular para a realização de qualquer negócio, as licitações das quais participaram foram regulares e legais e não mantiveram qualquer negócio com o servidor tratando de licitações.

“Da mesma forma, todos os contratos mantidos pelas duas empresas, com entes públicos de todas as esferas ou privados, sempre seguiram rigorosamente todas as normas legais, nunca tiveram qualquer benefício ilegal e primam pela excelência dos serviços prestados”, consta na nota.

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