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Governo libera R$ 41 milhões para construção de pontes em 20 municípios

Obras serão realizadas em municípios arrasados pelas chuvas fortes no início do ano

24 NOV 2016
Diana Christie e Rodson Willyams
11h16min
Foto: Ro

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) assinou, na manhã desta quinta-feira (24), a liberação de pouco mais de R$ 41 milhões para a construção de 42 pontes de concreto, que devem atender 20 municípios do Estado. “O Governo do Estado agiu de maneira rápida para pode atender esses municípios”, declarou.

Serão investidos R$ 19,6 milhões de recursos próprios do Governo do Estado, através do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul), e R$ 21,8 milhões do Governo Federal, enviados para atender as cidades que decretaram situação de emergência.

Durante a solenidade, Reinaldo afirmou que a situação ficou crítica no verão passado, pois Mato Grosso do Sul viveu as chuvas mais intensas dos últimos 50 anos. Segundo ele, mais 20 municípios serão atendidos nos próximos dias, faltando apenas finalizar a documentação para liberar o restante do dinheiro.

O governador ainda destacou que 15 empreiteiras venceram as licitações das obras e todas participam de um mesmo projeto de execução, com um funcionário do Estado designado para fiscalizar a execução dos serviços. “O Governo só vai liberar as obras com planejamento de ação, sempre cobrando a questão da qualidade”.

Prefeito José Roberto Acoverde - Foto: Rodson Willyams

Iguatemi, na região do Cone Sul, vai receber cinco pontes, todas localizadas na zona rural. Segundo o prefeito do município, José Roberto Arcoverde (Sem partido), duas obras já estão em andamento, como a ponte que liga os assentamentos São Luís e Auxiliadora, afetada pelas fortes chuvas de dezembro de 2015. “Só no Auxiliadora são 2 mil pessoas que ficaram isoladas em razão da queda da ponte”, informa.

O prefeito estima prejuízos na ordem de R$ 10 milhões. De acordo com ele, o município, que possui 1,6 quilômetros de estradas vicinais, teve que fazer quatro decretos de emergência e esperar cerca de um ano e meio para ser atendido. José Roberto ainda reclama do asfalto que desmanchou com a ação da natureza e das estradas que precisaram ser desviadas para manter o escoamento da produção.


Prefeita Nilza Ramos - Foto: Rodson Willyams

Prefeita de Novo Horizonte do Sul, Nilza Ramos (PSDB), também estima prejuízo semelhante, na casa dos 10 milhões. Conforme ela, o transporte de soja e milho foi o mais prejudicado na região, onde duas pontes caíram e uma funciona parcialmente sobre o rio Piraí, que liga o município até a cidade de Jateí. No local, o limite de peso das cargas pesadas foi drasticamente reduzido.

Nilza destaca que a liberação das obras ocorre em momento oportuno, em que uma empresa de Jateí está ampliando a produção e vai aumentar o silo para o armazenamento dos grãos. No entanto, ela cobra a recuperação das estradas vicinais e reclama das dificuldades para entregar as contas da prefeitura em dia.

Fiscalização e compromissos

O secretário de Estado de Obras e Infraestrutura, Marcelo Miglioli se comprometeu com a fiscalização das obras para que não ocorram grandes atrasos. Ele afirmou que o processo foi transparente e resultou na pluralidade de vencedoras do certame, que conta com empresas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo.

Reinaldo ainda lembrou que algumas empresas, de outros empreendimentos, já estão sendo penalizadas por não cumprirem com contratos, mas que espera não ter problemas nesta etapa. Também alfinetou o ex-governador André Puccinelli (PMDB), dizendo que vai precisar restaurar obras da gestão passada, como rodovias que atravessam Maracaju e que ligam Bataguassu a Santa Rita.

A vice-governadora Rose Modesto (PSDB) lamentou o excesso de chuvas, que se mostrou trágico para Mato Grosso do Sul e recordou das visitas aéreas que realizou aos municípios mais afetados. “O Governo do Estado priorizou fazer o atendimento aos milhares de atingidos, para reestabelecer a ordem das cidades. Agora vamos ajudar o escoamento e fortalecer a infraestrutura do nosso Estado, que por consequência vai melhorar a economia de Mato Grosso do Sul”.

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