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Militar aposentado morre nos braços do filho e família acusa hospital de omissão de socorro

Eles teriam chegado pela porta da emergência no Proncor (foto), mas não foram atendidos de imediado

5 OUT 2017
Liziane Berrocal
07h00min
Fato aconteceu no pronto-socorro do Proncor Foto: Wesley Ortiz
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Victor Hugo - 28 anos

As lágrimas de Gleiner Porto Rocha caem quando ele relembra o que aconteceu com o há pai há menos de um mês. Ele denuncia que chegou com o idoso na emergência do Proncor, na Rua Maracaju, em Campo Grande, onde além do que ele chama de omissão de socorro, teve que lidar com o pouco caso da equipe que atendeu a família. 

O militar aposentado Edar Cesar Rocha, 84 anos, passou mal em casa e foi levado por Gleiner até o local. “Por ser mais próximo de casa e atender nosso plano, cheguei já com o carro na emergência e fiquei ali, gritando para chamar um médico porque meu pai estava infartando e ninguém veio ajudar. Eu fui e busquei uma cadeira enquanto minha mãe fazia a ficha de atendimento”, conta. 

O caso aconteceu no dia 8 de setembro por volta das 18h20. “Ele estava péssimo, eu pedi ajuda e levaram ele para a triagem ainda, mesmo eu explicando que ele estava passando muito mal. Sequer me ajudaram a colocar ele na cadeira e minha mãe veio e, mesmo idosa, começou a me ajudar”. 

“Não deu tempo, demoraram tanto que não deu tempo. As enfermeiras, ao invés de atenderem estavam conversando. Quando eu vi que ele começou a ficar pior sai correndo e gritando por um médico e ele morreu, morreu nos nossos braços, no meu braço, na nossa frente”, conta chorando ao relembrar o momento da morte do pai. 

Segundo Gleiner, somente quando a mãe dele desmaiou é que surgiu um médico. “Aí não adiantava mais nada. Só aí veio enfermeiro, médico, tudo, mas o que adiantou, eu vendo meu pai ali morto”, conta afirmando que não sabe se tentaram manobra de ressuscitação ou algum outro procedimento. 

Diante dos fatos, o homem resolveu procurar a direção do hospital para reclamar. “Me pediram 48 horas para retornar e, até o presente momento, não ligaram, a gerência não entrou em contato”. O homem afirmou que o pai pagava aproximadamente R$ 1,3 mil de plano de saúde. "E ainda ficou sem atendimento". 

Denunciar como?

“Liguei no Conselho Regional de Medicina e disseram que só poderia fazer a reclamação pessoalmente. Fui até lá com um relato, por escrito e ainda assim, quando cheguei lá disseram que não era daquele jeito. Um atendimento totalmente frio e sem explicações para quem está vivendo um momento de morte e dor”, reclama sobre o tratamento no CRM. 

Gleiner, inclusive, desistiu e por isso resolveu procurar a imprensa. “Também tentei lavrar um boletim de ocorrência e não foi possível, agora, quero sim que eles recebam alguma punição. Meu pai pagou plano de saúde a vida inteira e, quando mais precisou, ele foi tratado como um nada”, lamenta. 

Outro lado

A reportagem tentou contato com o Proncor, porém o número disponível só dava ocupado (desde sexta-feira [29]) e não houve retorno da gerência. O TopMídiaNews se coloca à disposição para acrescentar a versão do estabelecimento. 

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nando viana

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