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Motoristas de Uber criam associação em MS e exigem mesmos direitos de taxistas

Comissão de 25% dada ao aplicativo também é questionada

9 FEV 2017
Thiago de Souza
09h14min
Associação de motoristas do Uber é criada Foto: Exame
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Victor Hugo - 28 anos

Motoristas de Uber e outros aplicativos em Mato Grosso do Sul estão na fase final de organização da primeira associação de motoristas no Estado. Com 1.500 profissionais, só em Campo Grande, a primeira diretoria cobra direitos e o mesmo tratamento dado a taxistas e mototaxistas. 

A presidência da Aplic-MS (Associação de Transportes de Passageiros de Aplicativos de Carona Remunerada e de Motoristas Autonômos de mato grosso do sul) será presidida por Paulo Cesar Teodoro Pinheiro, conhecido no ramo como Caju. Ele explica que a criação da entidade visa levar segurança ao motorista, e defender o direito dos profissionais, que segundo ele, hoje atuam de qualquer forma. 

O primeiro passo, segundo Caju é buscar a regulamentação do serviço, o que já foi feito em outras cidades, e cobrar igualdade de direitos com outros profissionais, como mototaxistas e taxistas como a isenção do IPVA, desconto na vistoria dos veículos, feita a cada seis meses e 30% de desconto na compra do automóvel. 

Entre os ítens que pretende discutir, a associação quer regulamentar a jornada de trabalho dos motoristas, que segundo Paulo hoje é feita na base do 'Deus dará'. A sugestão da jornada são turnos de no máximo 12 ou 24 horas. ''Mas também vamos cobrar dos motoristas a identificação, documentos e antecedentes criminais'', ponderou Caju. 

A Aplic-MS também pretende negociar a comissão cobrada pelo Uber em cada corrida, que hoje é de 25%. ''Isso é um roubo, está totalmente inadequado e vamos lutar por 15%", critica Paulo Cesar. Ele, que representa os motoristas, diz que o sistema de cobrança realizado hoje pelo aplicativo também é inviável. Atualmente a viagem começa com valor de R$ 2,50, mais 15 centavos por minuto, mais R$ 1,10 por quilômetro rodado. Ele sugere que haja uma cobrança de 10 centavos por quilômetro rodado e que este valor vá para a Prefeitura. 

Avaliação

O presidente da Aplic-MS critica o sistema de avaliação, atualmente feito pelos usuários e pelo Uber. Ele diz que o profissional tem de ser observado somente quanto a pontualidade,  respeito ao passageiro e conhecimento do trajeto. ''Hoje é melhor avaliado quem dá coca cola, chocolate, ou seja, o cliente só vê o que tem a disposição no carro. Isso não condiz, ganhar champagne e dar nota boa'', reclamou. 

Outro fator que será discutido na associação, segundo Caju é a aceitação ou não de dinheiro em espécie pelos motoristas, o que pode trazer riscos de roubos e assaltos. 

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nando viana

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