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MS e MT assinam documento que unifica leis e ações no Pantanal

Os dois governadores se encontraram durante o evento Sustentabilidade e Turismo no Pantanal

16 OUT 2016
Vinícius Squinelo
10h51min
Foto: Divulgação

O Pantanal passa a ser único para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, cujos governos vão criar grupos de trabalho para discutir e unificar ações integradas, no prazo de 12 meses, com um objetivo: preservar o bioma e promover o desenvolvimento econômico e social. Documento nesse sentido, chamado de Carta Caiman, foi assinado neste sábado pelos governadores Reinaldo Azambuja (MS) e Pedro Taques (MT), com a anuência do Ministério do Meio Ambiente.

Os dois governadores se encontraram durante o evento Sustentabilidade e Turismo no Pantanal, realizado ontem (14) no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, onde também esteve presente o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. Após uma reunião prévia em uma das sedes da fazenda que abriga o complexo de turismo ecológico, que durou cerca de três horas, Azambuja e Taques assinaram o pacto pelo Pantanal em encontro com mais de 150 convidados, entre produtores, ambientalistas, lideranças políticas e empresariais.

“Não podemos pensar e tratar o Pantanal separadamente, e hoje, aqui, estamos avançando muito no fortalecimento de políticas concretas e unificadas entre os dois estados pantaneiros para preservarmos o bioma, pensando no homem que ali vive e nas alternativas sustentáveis para gerar o desenvolvimento”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.

Azambuja mostrou-se entusiasmado com algumas propostas apresentadas durante as discussões, uma delas relativa à criação de um novo modelo de exploração sustentável da região, quer pelo turismo e produtos a partir do boi, como a carne orgânica, que as organizações não-governamentais, dentre elas a SOS Pantanal e Instituto Homem Pantaneiro, denominaram de econegócio. “Gostei muito da ideia e acho que pode ser a grande redenção econômica para o Pantanal, com resultados práticos também para sua preservação”, comentou.

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