conadhe
tjms
(67) 99826-0686

Na Capital, mais 80 mil estudantes irão receber orientações sobre segurança na internet

Além disso, ética e cidadania também farão parte das orientações

12 MAI 2017
Da Redação / PMCG
10h45min
Foto: Reprodução / PMCG
cidades-interna1
99

Mais de 80 mil estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande vão aprender sobre a forma correta de se comportar na internet. O tema vem sendo debatido em todo o país, por meio de parceria entre as secretarias de educação, Ministério Público Federal e a Organização Não Governamental Safernet, durante o ciclo de oficinas “Segurança, ética e cidadania na Internet”.

Campo Grande é a 17ª capital a receber a qualificação que já habilitou mais de 3 mil multiplicadores em todo no país, o que resultou em mais de meio milhão de alunos instruídos. A oficina está acontecendo nesta sexta-feira (12), desde as 8h30, no Centro de Formação da Secretaria Municipal de Educação (Semed) com gestores das 94 escolas municipais.

A secretária municipal de Educação, Ilza Mateus, salienta que a maneira como os estudantes, em especial os adolescentes, vêm se relacionado com o mundo virtual é preocupação constante dos educadores. “A internet é essencial para ajudar nos avanços do conhecimento. Entretanto, uma criança que está em casa, na internet, não significa que está segura, porque a rede de computadores é uma janela para o mundo. As nossas crianças podem ser alcançadas por pessoas mal intencionadas e isso pode representar um perigo muito grande à saúde delas”, frisa.

Além disso, complementa, elas mesmas podem fazer mal umas às outras com práticas reprováveis como o cyberbullying. “É muito preocupante porque temos que ensinar às crianças e aos adolescente que não cometam erros ou até mesmo crimes. Eles precisam conhecer, saber o que é ético, o que é correto para não se envolverem nesses delitos”, afirma.

O psicólogo e diretor de educação da Sefarnet Brasil, Rodrigo Negeme , explica que o é justamente para fazer essa formação dos educadores e de outros atores do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente para multiplicar as dicas e orientações. “A gente vai compartilhar planos de aula, campanhas, material pedagógico que possam facilitar o trabalho dos educadores nessa discussão sobre o uso seguro da internet. Sobretudo para tirar aquela ideia que os alunos são nativos digitais, sabem tudo de internet, e os educadores não sabem nada. O material, inclusive, foi feito com alguns famosos do youtube, que trzem dicas de segurança na internet, mas também conteúdo tradicional de aula”, informa.

Procurador da República, Pedro Gabriel Siqueira Gonçalves, salienta que o objetivo da oficina também é conscientizar que a internet é um espaço que há regulação, há normatização e deve ser feito um uso responsável deste mecanismo de comunicação internacional.  “O MPF viu que não basta o combate ao crime, quando as pessoas já fizeram o uso indevido da internet. Então, para que não haja só o combate ao crime, o uso indevido da internet, o MPF vê a importância de conscientizar as pessoas, e ai a importância de qualificar os educadores para que eles repliquem perante os demais professores para que chegue aos alunos a consciência de que o uso da internet deve ser responsável”, aponta.

Para a professora e coordenadora da sala de tecnologia, Maria Alice Andrade, a capacitação vai auxiliar na forma correta de se prevenir determinados comportamentos. “Vamos saber como resolver o problema, porque uma vez algo colocado na rede, todos têm acesso. Pode dificultar a vida da criança, do adolescente, causar um dano permanente, é difícil a reparação. Por isso, é preciso prevenir, pois a retratação por mais que ocorra não redime os danos morais e psicológicos causados aos adolescentes e às crianças”, finaliza.

Além da oficina que acontece na Semed, os educadores poderão ter acesso a outras atividades, ou mesmo tirar duvidas a respeito do tema, por meio do canal online canaldeajuda.org.br que orienta tanto as crianças como os professores.

É neste sentido que a palestra buscar alertar os educadores, e por consequência os próprios alunos.

cidades-interna2
nando viana

Veja também