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No combate à violência, SED vai ampliar videomonitoramento nas escolas de MS

Secretaria também estuda trocar muros de escolas por grades

6 JAN 2017
Diana Christie e Airton Raes
10h44min
Foto: André de Abreu

A secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola, anunciou, nesta sexta-feira (6), a ampliação do sistema de videomonitoramento nas escolas da Rede Estadual de Ensino em Mato Grosso do Sul. O objetivo é reduzir a violência nas escolas, inibindo crimes e facilitando a identificação de eventuais excessos de alunos e/ou professores.

A implantação do sistema será realizada em parceria com a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública). Segundo Maria Cecília, algumas escolas já possuem o serviço graças a autonomia dos diretores, que conquistaram o sistema com a ajuda de emendas parlamentares.

Em Campo Grande, o sistema de videomonitoramento já é realizado na Escola Arlindo de Andrade Gomes, na Vila Sobrinho. As câmeras foram instaladas em fevereiro de 2016, com a ajuda de emenda parlamentar, e já ajudaram a coibir atos de vandalismo, brigas, consumo de drogas, furtos e ‘fugas’ das aulas.

Na unidade, há 58 câmeras, seis delas com visão noturna, que gravam imagens monitoradas em tempo real pelos próprios professores e diretores. Há previsão de que sejam instaladas ainda mais, para dar conta do tamanho do prédio e da quantidade de pessoas que circulam no local. Ao todo, são mais de 1.050 alunos, divididos em três turnos, 107 funcionários e 76 professores.

Mais medidas

Outra solução para a violência nas escolas em estudo pela secretaria de Educação é a troca de muros de concreto por grades. A medida simples facilitaria o controle por parte da população, segundo Maria Cecília. “No momento que a comunidade vê o que acontece na escola, ela mesma fiscaliza”, garante.

A ideia é evitar casos como o incêndio que destruiu duas salas da Escola Estadual José Garcia Leal, em Paranaíba, cidade a 430 quilômetros de Campo Grande. Segundo o site Norte MS, vândalos teriam entrado na escola, pulando o muro dos fundos e causando destruição, queimando documentos e móveis.

Eles foram até a secretaria da escola, quebraram os vidros, e pegaram as chaves de outra sala, onde funciona a coordenação pedagógica. A ação, na madrugada de 28 de dezembro de 2016, provocou prejuízos na unidade escolar, que teve documentos, material didático, móveis e dois computadores destruídos.

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