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Gabrielly começou a ser agredida por colegas após presentear professora, diz família

Família relata que a menina era carinhosa com os professores e isso motivou ciúme de outras estudantes

7 DEZ 2018
Rodson Willyams e Dany Nascimento
09h30min

Um presente dado a uma professora teria sido o motivo da briga que resultou na morte de Gabrielly Ximenes, de 10 anos. Ela foi agredida por colegas da Escola Lina Villachá, no bairro Nova Lima, em Campo Grande.

A família relata que a menina era carinhosa e tinha jeito diferente de tratar os professores da escola. "Ela era muito apegada a eles", diz o tio  Célio Vilela, de 42 anos.

Ele revelou ao TopMídiaNews que, uns meses atrás, encontrou a menina em loja de presente no bairro Nova Lima. "Ela queria comprar um presente para a professora. Minha esposa e eu acabamos encontrando ela na loja. Ela nos disse que só tinha R$ 4 e que as coisas lá custavam mais de R$ 10. Daí, a minha esposa disse à ela para escolher o que fosse, que pagaria. E ela fez", relembra o tio.


Célio, tio de Gabrielly. Foto: André de Abreu.

A partir daí que as coisas teriam começado na escola, conta a prima de Gabrielly, Patrícia da Silva, de 31 anos. "A menina de 10 anos que ajudou a bater nela teria ficado com ciúmes. Ela começou a puxar o cabelo dela. Isso, ela chegou a contar pra mãe o que estava acontecendo. E essa mesma menina que chamou as outras duas de 14 anos para bater nela", relata.

O tio também lembra que a menina era bem carinhosa com os professores. "A Gabrielly era bem alegre, muito carinhosa com os professores. Ela tinha apego a eles. Tratava de uma forma diferente dos outros alunos".

Mesmo assim, diante do relato, a família disse que nenhum professor ou diretor da escola esteve presente no velório da menina. "Ninguém da escola veio aqui no velório até o momento. Apenas uma professora aposentada esteve aqui. Mas ninguém da escola veio. E nós queremos uma posição da escola", diz Patrícia.


Patrícia da Silva, prima de Gabrielly. Foto: André de Abreu.

Ela ainda relata a dor da família. "Eu sou mãe e sei a dor que a minha prima está passando neste momento. É triste e a minha prima nunca mais vai ver a filha dela. Ninguém espera que isto pode acontecer com a sua família. Todos nós estamos em choque e isto também serve de alerta. E uma briga em que há menor, todo mundo sabe que nunca vai dar em nada".

Sucessão de erros

Célio disse ainda que a família vai procurar a Justiça e afirma que a morte da menina foi uma sucessão de erros. "Este caso começou na escola com a agressão e depois no hospital. Tudo isso resultou na morte da minha sobrinha. A cirurgia dela foi um sucesso, as paradas cardíacas ocorrem depois, quando ela estava em observação".

O caso é investigado pela Polícia Civil de Campo Grande e corre em segredo de justiça por envolver menores de idade.

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