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Presidente da Santa Casa nega saída e diz que entidade tem déficit de R$ 3 milhões por mês

Esacheu criticou ex-prefeitos e cobrou mais responsabilidade da Prefeitura

11 AGO 2017
Liziane Berrocal
15h10min
Foto: André de Abreu

Após boatos de que renunciaria a presidência da Santa Casa de Campo Grande, o presidente da entidade Esacheu do Nascimento garantiu que continua à frente do cargo e que a situação financeira do hospital é o que gera necessidade de revisão do contrato com a prefeitura. “Nosso trabalho está incomodando muita gente, mas vamos continuar”, afirmou, criticando as gestões dos ex-prefeitos Alcides Bernal e Nelsinho Trad. “Eles destruíram a Santa Casa”.

“Nós estamos recebendo o mesmo valor que era de 2014 e tentamos melhorar esse contrato, dado a inflação de preços de medicamentos e materiais. Na gestão do Bernal não foi possível, no começo do ano sentamos com a atual administração e mostramos que, para atender a demanda que a prefeitura encaminha, nós temos um prejuízo mensal de R$ 3 milhões. Queríamos incorporar esse valor”, explicou sobre Alcides Bernal, com quem também travou uma batalha pública.

O dirigente criticou a postura da prefeitura de não querer oficializar o contrato. “Eles dizem que vão pagar, mas não querem colocar no contrato. Estamos sem contrato desde oito de dezembro de 2016. Marquinhos então falou que iria estruturar os postos e UPAs para retirar da Santa Casa a quantidade de pacientes para diminuir esse prejuízo, mas ele não conseguiu. E a regulação que foi implantada com o município, os pacientes chegam aqui e falam que não é regulado”, afirmou sobre o prefeito Marquinhos Trad.

“Daí, chega na UPA não tem médico, não tem medicamento, volta pra Santa Casa já regulado. E isso não diminui um centavo da despesa. Por isso colocamos o portão, por ser o único hospital de entrada livre e de comum acordo com a Sesau colocamos a disposição uma sala para o município e já faz dois meses que vem funcionando muito bem. Não diminuiu, mas agora atendemos média e alta complexidade”, explicou sobre a demanda.

Aumento de pacientes do interior “bombou” atendimento

Nascimento explicou que uma demanda superior vinda do interior acabou superlotando o hospital, sendo um caso atípico. “Essa semana que passou houve uma superlotação extraordinária, em especial do interior, onde recebemos 311 pacientes de quarta até segunda, sendo 186 do interior. É uma anormalidade, e foi um caso atípico”, contabilizou.

De acordo com ele, os portões estão instalados, porém ninguém tem a entrada barrada. “O que aconteceu é que, tecnicamente, foi feita a regulação ali na entrada, mas não foi cerceada para quem quer que seja. Foram mais de 200 ambulâncias e só uma teve problema. A senha não bateu, a central de regulação não confirmava que a senha era deles e aconteceu tudo que aconteceu”, contou sobre a situação ocorrida no final de semana quando dois porteiros foram detidos após barrarem a entrada de uma viatura com um paciente.

“O paciente tinha uma fratura, foi atendido como todo e qualquer paciente. A própria Sesau confirma que o fechamento do portão é em comum acordo com eles”, garantiu sobre a polêmica dos portões fechados.

Presidente pede mais responsabilidade de Prefeitura

Com críticas contundentes a Marquinhos Trad (PSD), ele apontou para a queda de braço que vem sendo travada via imprensa e redes sociais. “O prefeito tem que parar de falar bobagem, porque o que ele está pagando, é de valores de 2014. O que ele dia não é verdade (que está tudo em dia), porque todo mês é um sacrifício para receber. Hoje já é o sexto dia útil e ainda não pagaram. Eu preciso pagar tudo com valores de 2017. Não é possível que uma pessoa que seja prefeito tenha a irresponsabilidade de denegrir a instituição. E uma coisa que não dá para entender”, criticou. Segundo ele foi tudo acordado com a Sesau. 

Colaborou: Rodson Wylliams

Marquinhos e Esacheu (Foto: Giovanni Gomes/Arquivo TOPMÍDIA)

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