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Por reajuste, professores podem cruzar os braços já na segunda-feira em MS

Docentes querem o piso ao invés de abono salarial nos salários

16 MAI 2017
Rodson Willyams e Airton Raes
19h00min
Foto: Airton Raes

O presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarelli, afirmou nesta terça-feira (16) que os professores devem decidir na próxima quinta-feira (18) se entram ou não em greve. Eles cobram o cumprimento do Governo do Estado do piso salarial.

Botarelli disse que os professores devem participar de uma assembleia, na sede da Fetems e lá devem decidir se entram ou não em greve. Os professores reivindicam reajuste de 7,64%  referente ao piso salarial dos professores. "Os professores estão cansados e zangados. Abono não é solução", finaliza.

Caso votem pela greve na quinta-feira, eles podem parar já na próxima segunda-feira. Isso porque deve-se obedecer o prazo legal de informar a realização de greve pelo menos 48 horas antes do início da paralisação.

Sem dinheiro

O governador tem lembrado que até o momento, não há previsão de crescimento das receitas do Executivo. Em 2016, os gastos com a folha de pagamento foram de R$ 4 bilhões, faltando cerca de R$ 500 milhões para atingir o limite máximo exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O valor total equivale a 42,99% da receita corrente líquida. O limite prudencial é de 46,55%, ou seja, R$ 4,3 bilhões, e o teto máximo é de 49%.

A prorrogação do abono salarial, o famoso ‘duzentão’, foi aprovada na semana passada, em 26 de abril, pelos deputados estaduais. Com o novo projeto, o benefício deve ser pago até 31 de março de 2018, tanto para os servidores efetivos ativos quanto para aposentados e pensionistas integrantes da Administração Direta, Autárquica e Fundacional. Os valores variam de R$ 100 a R$ 250, conforme a carreira do servidor, e não contam para cálculos de férias e previdência.

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