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Projeto Florestinha comemora 24 anos atendendo 500 crianças em situação de risco

No ano passado as crianças do Projeto Florestinha levaram orientações de educação ambiental e preservação da natureza a 11.862 alunos

26 NOV 2016
Notícias MS
17h50min

Esta semana o Projeto Florestinha, programa de acolhimento e de educação ambiental da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, está completando 24 anos, com atuais 500 atendimentos de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, em sete municípios do Estado.

Criado inicialmente para minimizar problemas ambientais na reserva ambiental do Jardim Presidente, em Campo Grande, o projeto desenvolvido através da Polícia Militar Ambiental é hoje referência em acolhimento e encaminhamento de jovens carentes e em situação de risco, bem como na multiplicação da educação ambiental.

No ano passado as crianças do Projeto Florestinha levaram orientações de educação ambiental e preservação da natureza a 11.862 alunos das escolas de Mato Grosso do Sul e de acordo com a sargento Eveny Cristiane Lino Parrela, que é subcoordenadora do Projeto, este ano o número de atendimentos irão superar os 20 mil.

O projeto é transformador não apenas por conscientizar cada vez mais pessoas para a necessidade de preservar o meio ambiente, mas principalmente por fazer com que crianças carentes vivam dias melhores, acreditem no futuro e tenham chances reais de chegar a uma universidade e se tornar um profissional de sucesso.

O jornalista Willian Leite é um dos inúmeros casos de sucesso do Projeto Florestinha. Filho de lavadeira e caçula de três irmãos, na infância se viu sozinho em casa e com uma liberdade que por várias vezes resultou em dores de cabeça para a mãe, que trabalhava dia e noite para sozinha sustentar os filhos. “Ela não tinha com quem nos deixar, ficávamos sozinhos em casa e criança você sabe como é”, lembra.

Essa história que poderia ter final trágico foi transformada quando o jornalista conheceu o Florestinha. Acolhido pelo Projeto ele ganhou incentivo e apoio para melhorar na escola e concluir o ensino médio. Aos 16 anos, idade limite para permanência no programa, foi encaminhado ao mercado de trabalho como Agente Jovem, passou no vestibular para jornalismo, concluiu a faculdade e hoje trabalha na área.

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