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Secretário diz que houve 'erro de interpretação' em crise da Santa Casa

Marcelo Vilella comentou situação e revelou convite ao Ministério da Saúde para acompanhar crise

11 AGO 2017
Liziane Berrocal e Rodson Willyams
11h25min
Secretário reafirmou que não há dinheiro para aumento de repasse Foto: Foto: Wesley Ortiz

O secretário de saúde municipal Marcelo Vilella revelou que a Prefeitura convidou integrantes do Ministério da Saúde para participarem das reuniões de resolução de problemas que envolvem a Santa Casa. “Foram convidados e teremos mais uma reunião na próxima terça-feira a fim de encontrar uma solução”, afirmou, comentando o encontro marcada pelos deputados estaduais.

“Vai envolver o Governo do Estado, a Prefeitura, os secretários de saúde e de finanças tanto do Estado quanto do município”, contou, esclarecendo que por enquanto, esta foi a única reunião que ele foi convidado.

Segundo Vilella afirmou que neste momento a Prefeitura não tem como aumentar o repasse da fonte um, que é aquela que vem do principal caixa do Executivo Municipal. “E nessa reunião vamos ver o que pode ser feito”, garantiu.

De acordo com o secretário foi feito um acordo para a diminuição do número de pacientes. “Pagar por aquilo que a gente não era obrigado a pagar. Para isso foi criado então a central de regulação que diminuiu em 30% o volume da demanda”, criticou.

Sobre os portões fechados Vilella soube por meio da imprensa que havia um excesso de pacientes e que isso estava prejudicando a logística do hospital. “Mas a decisão de fechar os portões foi tomada unilateralmente, somente pela direção. Eles não nos avisaram”.

“Durante esse período de seis dias o que aconteceu foi uma sazonalidade que apresentou um aumento de acidentes e que foi necessária a utilização do centro cirúrgico, porém, o Esacheu havia dito que não conseguia transferir os pacientes para os leitos”, explicou Marcelo dando entender que houve “erro de interpretação” em toda situação.

Ele garantiu que a central de regulação tentou evitar a superlotação. “Eles receberam 205 regulações pelas ambulâncias e os outros encaminhamentos foram feitas por meio da UPA e foram por meio próprio”.

No entanto, números mostrados pelo hospital apontam para 478 regulações no período de quarta-feira (3) a segunda-feira (7) quando a crise se tornou mais grave.

Crise pública

A Santa Casa e a Prefeitura Municipal travaram nos últimos dias uma “guerra” pública que foi desde o fechamento dos portões do pronto socorro, passando por reuniões com o MPE (Ministério Público Estadual), com o MPT (Ministério Público do TRabalho), intervenção do Ministério Público de Contas e dos legislativos municipal e estadual.

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) acabou discutindo publicamente com o presidente do hospital Esacheu do Nascimento. A crise foi gerada pelos valores de repasses que segundo Esacheu além de estarem atrasados, estariam defasados desde 2014. O prefeito, no entanto, negou o atraso. Nesta quinta-feira (10) após um depósito da Prefeitura nos cofres da entidade o dialogo voltou a ser restabelecido. 

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