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Sex shop muda garota propaganda chamada de gordofóbica e exalta dobrinhas

Campanha foi alterada após repercussão negativa dos comentários da modelo que estrelava comercial

8 JUN 2017
Liziane Berrocal
11h15min

Mulheres e homens “fora do padrão” e o #LogoNosQueTemosDobrinhas é o mote em uma campanha publicitária refeita às pressas, nas vésperas do Dia dos Namorados. É, dizem que enquanto alguns choram outros vendem lenço. Foi com essa ideia que a empresária Josi Braga, dona de um sex shop na Capital, mudou todo o conceito da campanha que já estava pronta e sendo veiculada.

O motivo? A garota propaganda, escolhida por uma agência, fez declarações discriminatórias na internet e a loja também foi cobrada. “Percebemos pouco tempo depois, quando ainda não estava essa repercussão toda, e ali decidimos que não dava para manter. Nosso conceito era justamente que ser sexy, se amar, amar o outro é para todos, não precisa ter um padrão”, conta a empresária, sobre a mudança de conceito.

A polêmica começou após a professora Daniele Gomes, loira, magra e vendedora de shakes para emagrecimento, dar a declaração no mínimo infeliz de que “todo gordo é feio e doente”.

O caso, que ganhou repercussão nacional, gerou discussões, memes e questionamentos sobre o que é realmente opinião e o que é preconceito. “Nosso conceito é atingir todos os públicos, ela, inclusive, tinha sido escolhida por ser uma pessoa comum. Apenas isso, não por ser loira ou magra, mas na agência consideramos o tipo dela comum mesmo, e por isso ela estava na propaganda. Acho que nem ela entendeu o conceito”, explicou a empresária, que foi cobrada pelo público.

“Claro que nossos clientes cobram. Temos fantasias, lingeries e acessórios do PP ao GG. Todo mundo tem o direito de se sentir sexy”, garante.

Entenda o caso

A professora de artes Daniele Santana Gomes  causou revolta na internet após postagem dizendo que se o “padrão de beleza” fosse de pessoas gordas, a civilização estaria extinta. Ela que se autodenomina “coach em nutrição” por vender Herbalife, diz que ser gordo é “feio” insinuando que todos os gordos são doentes.

A postagem, com vários erros de ortografia, gerou uma chuva de comentários contrários à professora. Com frases dizendo que cardiologistas estariam rejeitando pacientes obesos e que ser “nutricionista não quer dizer nada”, pois, para ela, o “nutricionista é curandeiro de nutrólogo”, a professora diz que tem o direito à livre expressão.

“Gente é isso mesmo. Minha intensão não é agradar, é incomodar rsrsr Ser gorda não e saudável não e bonito e pronto. Já começa pelo nome que é discriminatório para quem se diz ser. As pessoas brincam demais com essa questão justificada pela dita inclusão. Adianta incluir pra depois morrer de uma doença causada pela boca? e já dizia hipocrates que todas elas começam pela boca. Vou continuar batendo de frente e polemizando porque se padrão de beleza fosse obesidade não existiria mais civilização”. (SIC)

Quando contestada nos comentários que ela estaria sendo preconceituosa, Daniele continua se colocando como uma especialista em nutrição e que, para ela, a obesidade é algo que vai destruir a humanidade. 

Após a repercussão, em nota, a equipe Herbalife informou que não coaduna com a opinião da consultora. Veja: "Em relação ao caso noticiado na região de Campo Grande no dia 6 de junho, a Herbalife gostaria de esclarecer que repudia a atitude da Consultora Independente em questão, lamenta o fato ocorrido e está tomando as devidas tratativas".

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