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'Velório da CLT' ganha tom político e sindicalistas acusam bancada federal de votar contra o povo

Elizeu Dionízio, Carlos Marun, Tereza Cristina, Geraldo Resende, Pedro Chaves, Simone Tebet e Waldemir Moka são alvos do protesto

10 NOV 2017
Rodson Willyams
11h32min
Foto: Rodson Willyams

Representantes de diversos sindicatos realizam, na manhã desta sexta-feira (10), o 'Velório da CLT', que acontece no canteiro da Avenida Afonso esquina com a Rua 14 de Julho, na região central de Campo Grande. Os manifestantes protestam contra a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional e que passa a valer a partir deste sábado (11), no país. Indignados, os manifestantes imprimiram cartazes com os rostos dos deputados federais e senadores do Estado que votaram a favor da reforma, considerada por eles como a 'reforma da escravidão'.

Para Elvio Vargas, coordenador do Comitê Estadual Contra as Reformas, a Reforma Trabalhista representa um empobrecimento para o país. "Afeta todos os setores, economicamente, é ruim para os trabalhadores e para os empresários. Nós decidimos fazer esse Velório da CLT, porque entendemos que ela, a partir de amanhã, passa a não valer mais nada. Ela diminui os direitos dos trabalhadores e permite que negociações abaixo da CLT sejam feitas".

Além disso, Vargas ainda afirma que os demais representantes estão de olho em outra reforma proposta pelo Governo Federal, a pedido do presidente Michel Temer (PMDB). "Nós somos contra a Reforma da Previdência e estamos de olho e acompanhando essa movimentação".

O 'Sepultamento da CLT' está programado para acontecer às 16 horas,  quando os representantes devem discursar sobre o tema. No local, os sindicalistas deverão colher assinaturas da população, de quem é contra a Reforma Trabalhista.  


Manifestantes durante o protesto.

Bancada federal

Ao lado caixão da CLT, os manifestantes imprimiram rostos de deputados federais e senadores de Mato Grosso do Sul que votaram a favor da Reforma Trabalhista. Na lista estão os deputados federais Tereza Cristina (PSB), Carlos Marun (PMDB), Geraldo Resende e Elizeu Dionízio, ambos do (PSDB), e os senadores Simone Tebet e Waldemir Moka, ambos do PMDB, e Pedro Chaves, do PSC.

"Eles são responsáveis pela Reforma da Escravidão e votaram contra a população e a favor do golpista do Temer", disse um dos manifestantes para campo-grandenses que passam pelo local.

Velório da CLT.

Privatização de bancos públicos

Mais cedo, o grupo também realizou manifestação em frente a uma Agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Rua Barão do Rio Branco. O grupo alega que o governo pretende privatizar os bancos públicos, como a Caixa e o Banco do Brasil.

"Nós somos contra essa proposta, precisamos nos mobilizar. Por exemplo, a Caixa é responsável pelo financiamento estudantil; pela compra da casa própria, como o Minha Casa Minha Vida. O Banco do Brasil pelo financiamento agrícola, imagina se isso acabar",  finaliza o presidente do Sindicato dos Bancários, Edivaldo Barros. 

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