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Violência contra idosos não é apenas física e precisa de atenção em Campo Grande

Ainda não existe em Campo Grande uma delegacia especilizada para atender crimes contra pessoas da terceira idade

16 JUL 2017
Kerolyn Araújo
15h15min
Foto: Wesley Ortiz

Estatística aponta que atualmente existem 112 mil idosos na Capital. Apesar de ser um número alto, ainda não existe em Campo Grande uma delegacia especializada para apurar violência contra idosos, que não é apenas física. Conforme relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado na revista Lancet Global Health, um a cada seis idosos sofre algum tipo de violência em todo mundo.

Segundo a secretária-geral da Comissão dos Idosos, das Pessoas com Deficiência e da Acessibilidade da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Liliam Veronese, é importante ressaltar que a violência contra idosos não é apenas física.

''O idoso pode sofrer agressão física, algum tipo de negligência, alguém tomar posse do salário da aposentadoria, não ter bancos do transporte coletivo cedidos, vagas em estacionamento, tudo isso também pode ser considerado agressão", explicou. Segundo Liliam, a pena para esses tipos de crimes vão de quatro meses a 12 anos reclusão.

De acordo com a secretária-geral, os crimes contra idosos estão cada vez mais recorrentes na Capital e o trabalho da comissão e dos voluntários é fazer com que a lei que defende a classe, que foi criada em 2003, seja cumprida. ''Hoje em dia os filhos trabalham tanto, que os pais acabam ficando vulneráveis. Estamos trabalhando para que o poder público dê atenção, um olhar mais especial para a terceira idade. Percebemos que, apesar da lei existir, as pessoas não respeitam", ressaltou.

A OAB/MS já criou um baixa-assinado para que uma delegacia especializada para atender crimes contra idosos seja incorporada na cidade.

 

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