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Pai constrói cadeira de rodas para a filha paraplégica brincar

Menina descobriu lesão na medula óssea aos 8 meses de idade

12 AGO 2017
Globo
16h53min
Foto: TV Globo/Reprodução

Um pai construiu uma cadeirinha para que a filha, que descobriu uma lesão na medula e perdeu parte dos movimentos, pudesse brincar e aproveitar a infância.

Ana Paula tinha oito meses quando perdeu os movimentos das pernas e de parte do tronco. A causa ainda é investigada pelos médicos, porque a menina não caiu nem sofreu acidente.

Mario Alvitti, pai de Ana Paula, conta como foi o processo de descoberta da lesão. “A gente ficou alguns meses no hospital que ela ficou internada. Depois que a gente veio pra casa, percebeu que não seria a mesma coisa, que teria que se adaptar, ne? Nos adaptar à situação dela para que ela consiga. Ela é uma criança, então tem que brincar, tem que fazer as brincadeiras, participar, para ela não perder essa fase inicial de criança, de brincar”.

Pensando nas descobertas e brincadeiras que a filha poderia perder, Mario construiu especialmente para ela uma cadeira de rodas, que permite que ela fique perto do chão, com liberdade para brincar, explorar e bagunçar.

Fernanda Teixeira, mãe de Ana Paula, ficou feliz quando a filha fez o primeiro risco na parede. “Eu achei o máximo, porque são coisas que a gente espera: vou ter um filho e sei que ele vai aprontar. Até então, ela não aprontava. Então, é uma fonte de alegria ver ela riscando tudo.”

O pai trabalho por mais de um ano para conseguir desenvolver o projeto da cadeira. Ele tirou a inspiração de outras cadeiras parecidas, que já são comercializadas no exterior. Com o dinheiro da poupança e com ajuda de amigos, ele investiu na ideia que surgiu logo depois de saber que a filha estava paraplégica.

“Sem a cadeirinha, ela brincava no nosso colo ou se rastejando pelo chão, que é o que acontece com as crianças hoje. Elas brincam se rastejando pelo chão e a gente acredita que não é o ideal, por isso a gente foi atrás de uma coisa que desse essa mobilidade para ela, que desse essa liberdade dela se locomover, de explorar todos os ambientes livremente, né? Ela sozinha, sem o auxílio de um adulto”, explica o pai.

Para a mãe, a Mario só conseguiu fazer a cadeira por amor. “Acho que só por ser pai mesmo. Sem ter nenhuma instrução em relação à criação de materiais, ele conseguiu chegar a essa criação perfeita. Acho que só por ser pai mesmo.”

“A gente se supera, né? A gente enfrenta tudo quando a gente vê que o nosso filho tá precisando. A gente vai atrás, corre e a gente acaba se superando e se surpreende até do que nós somos capazes, né? A gente nunca imagina que pode", diz o pai.

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