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COLUNA

Pelos Cotovelos

Avião dos famosos e da Lama Asfáltica, Cheio de Charme é colocado à venda por João Amorim

O avião é um dos símbolos maiores da operação realizada pela Polícia Federal

11 AGO 2017
Diana Christie e Vinícius Squinelo
00h00min

A situação parece que apertou, pelo menos na aparência, para o megaempreiteiro João Amorim, pivô da Operação Lama Asfáltica. Ele colocou à venda a aeronave henom-100, de prefixo PP-JJB, conhecida como ‘Cheia de Charme’. O avião é um dos símbolos maiores da operação realizada pela Polícia Federal, que revelou esquemas complexos de desvios de dinheiro público dos cofres de Mato Grosso do Sul.

Crise?
A pergunta que fica é: será que a crise financeira finalmente chegou a João Amorim. Logo ele, o cara que emprestava avião para uso de autoridades como André Puccinelli, Edson Giroto e Nelsinho Trad. Será que ele está realmente precisando de dinheiro?

Alívio I
Vamos aos fatos: os bens das filhas de João Amorim foram desbloqueados, a mando do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Logo, a família amorim ganhou um grande fôlego para manter as coisas em dia, inclusive as casas e carros de luxo...

Alívio II
Sem contar que, caso a Polícia Federal esteja correta na investigação da Lama Asfáltica, Amorim opera por diversas empresas laranjas, e não depende minimamente da Proteco. E, imagina, essas empresas ditas laranjas continuam com vultosos e caros contratos com o poder público.

Migué?
Logo, pelos fatos, parece que a venda do Cheio de Charme é apenas para se livrar logo de uma das marcas da Lama Asfáltica. Quem sabe assim o povo esquece não é?

Na gaveta I
O MPE (Ministério Público Estadual) arquivou as denúncias de assédio moral na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) na gestão de Ivandro Fonseca. Segundo a instituição, “em realidade, o referido servidor foi simplesmente exonerado da função de confiança que até então exercia, o que culminou, segundo o requerente, em abalos psicológicos. Contudo, as funções de confiança, em razão de sua própria natureza, são exoneráveis”.

Na gaveta II
Também foi para o arquivo a denúncia apresentada contra o colunista Dácio Correia, ex-diretor do Centro Multiuso Picolé por faltar ao trabalho em 21 de fevereiro para visitar uma escola de samba no Rio de Janeiro. Conforme o MPE, Dácio requereu a “exoneração no dia seguinte e efetuou pagamento à administração pública referente ao dia não trabalhado”, não havendo mais motivos para prosseguimento do inquérito.

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