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COLUNA

Decifrando

Por Marco Santos

O boxeador com a mão amarrada às costas

Afinal, outubro está chegando. As apostas podem aumentar muito ainda.

13 MAR 2018
Marco Santo
10h28min

Era uma vez (sempre as fábulas começam assim) um boxeador muito famoso, o povo gostava muito dele. Havia derrotado todos seus adversários até então.

Um dia (também é sempre assim), o governo o chamou para uma luta de exibição. Mas não disse isso ao povo. Afinal, os governos tem seus segredos.

Para evitar que o boxeador se empolgasse e fizesse o que todos esperavam, menos o governo, é claro, o convenceram a lutar com a mão esquerda (seu golpe mais poderoso contra os adversários era desfechado com ela) amarrada às costas com um laço passando no pescoço.

Dessa forma, ele somente poderia empregar a mão e o braço direito.

Bem, a luta começou a imprensa está acompanhando, o povo espera resultados, as apostas estão feitas nos bastidores, mas o resultado vai custar a sair, justamente em função das apostas. 

É uma luta diferente, em capítulos, não rounds .

A previsão é que encerre em outubro / novembro do calendário gregoriano, esclareço.

Pois não é que esta fábula parece com o emprego das Forças Armadas, em especial o Exército, com maior efetivo e no comando da Intervenção no Rio de Janeiro.

O adversário não é fraco. 

Luta, joga sujo e causa  estragos desde  muito tempo nos apostadores mais fracos, o povo.

Usa "luvas de combate" bastante pesadas sem discriminação. 

As vezes, faz inocentes de vítima e põe a culpa nos homens da Lei.

Os militares, pelas Regras de Engajamento impostas e pelos vários "observatórios" , inclusive governamentais, criados para "evitar emprego excessivo da força" , entrou no ringue com um dos  braços amarrado, tal qual o boxeador da fábula.

Parece que, no máximo, conseguirá empatar.

Mas, fácil concluir, este é exatamente o segredo que o governo guarda.

Afinal, outubro está chegando.

As apostas podem aumentar muito ainda.

Mas, na arte da Guerra, quando os últimos argumentos dos soberanos são empregados, o empate pode significar a derrota.
Que os Deuses da Guerra  protejam os lutadores com a mão amarrada.

Marco Santos, coronel do EB  professor e empresario .

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