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Dancidades – Dança e Cidadania abre inscrições para oficinas e seminários

Projeto tem o intuito de capacitar bailarinos, professores e profissionais desta área de expressão

12 JUN 2017
Reconta
11h47min
Foto: Reconta
cultura-interna1
semana do transito

Estão abertas as inscrições, até o dia 18 de junho, para as oficinas da segunda fase do Dancidades – Dança e Cidadania, voltada para metodologia de ensino, gestão e sustentabilidade. O projeto contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2015-2016 – um dos principais programas de fomento à cultura do país – está na sua 3ª edição. Idealizado e executado pela Ginga Cia Dança, já contou com a presença de profissionais e pesquisadores renomados no meio, como, por exemplo, Thereza Rocha e Silvia Soter.

Nesta etapa, participam Galiana Brasil (PE/SP), gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural; a diretora Uxa Xavier (SP), a arte-educadora Kelly Queiroz (MS), os artistas Mariana Pimentel (CE/RJ), Marcos Mattos (MS) e João Vicente (TO); o professor e pesquisador de economia da dança Rafael Guarato (GO); a atriz Ligia Pietro e o diretor de teatro Fernando Lopes (MS), que forma o Grupo Casa; além dos grupos Cia Dançurbana (MS), Lamira Grupo de Artes Cênicas (TO) e Ginga (MS).

A programação acontece de 23 a 25 de junho e também conta com apresentações de espetáculos. Para participar das oficinas e seminário, é necessário preencher o formulário na página do Facebook do evento: https://www.facebook.com/dancidades/. Todas as atividades são gratuitas.

Sexta-feira, 23

O primeiro dia começa às 9h, com a oficina O corpo como território de memórias, comandada por Uxa Xavier, diretora do Grupo Lagartixa na Janela, autora do livro Mapas para dançar em muitos lugares e especialista no Método Laban, pela USP. Este encontro tem como objetivo acessar a memória cinética da infância como uma estratégia para a criação de um inventário dos jogos que habitam a memória física e simbólica dos participantes. Saber do que brincavam, como eram essas brincadeiras, onde brincavam.

Esses jogos serão matrizes a serem investigadas, articulando os fatores de movimento: tempo, espaço, peso e fluência com objetos relacionais. O objetivo é que as partituras dos jogos se transformem em proposições de dança.  Ao final, os grupos criam pequenas células coreográficas como resultado da investigação.   

Em seguida, às 14h, a arte-educadora Kelly Queiroz realiza oficina de mediação cultural com alunos de escola pública. A finalidade é prepará-los para a fruição do espetáculo Poracê, apresentado na sequência. “Esta já é uma prática que a Ginga Cia de Dança faz com o intuito de fomentar público apreciador de dança”, conta a produtora Renata Leoni. “Kelly faz uma série de atividades corporais com eles, com jogos, brincadeiras e tiros de improvisação, contextualizando o trabalho que será apresentado”, fala. “Conversam sobre o espetáculo, o fazer artístico, o comportamento e a concentração, para a apreciação de obras de arte.”

Duas horas depois, às 16h, tem a apresentação do espetáculo Poracê – O outro de nós, da Cia Dançurbana, conhecida por trabalhos de danças urbanas na contemporaneidade. A palavra “Poracê”, é originária do Nheengatu e significa dança indígena de celebração ou baile, arrasta-pé. A força do conjunto, a celebração de estar em comunidade e dos laços com o território são os temas abordados.

Em cena, experimentando corpos e sons imaginados, os intérpretes propõem formas diversas de ser e estar no mundo. Provocados por três coreógrafos com experiências distintas, seis intérpretes-criadores também diferentes entre si investigam suas identidades, nomes, origens e relações com o Mato Grosso do Sul. O trabalho reflete questões de diversidade, do pertencimento ao lugar, do encontro de fronteiras, da pluralidade de culturas e linguagens que nos atravessam.

Às 20h é a própria Ginga Cia de Dança, que toma conta do palco com Se você me olhasse nos olhos, uma criação coletiva fruto do encontro de intérpretes-criadores com experiências distintas em dança. Instigados pelos cinco sentidos e embalados por uma trilha apaixonada, os intérpretes brincam com as possibilidades que trazem as trocas de olhares. Com experiências estéticas e coreográficas que passam pela dança jazz, moderna e contemporânea, a Ginga Cia de Dança, há 31 anos, elabora pesquisas, criações artísticas e aperfeiçoa a atuação de seus bailarinos no cenário da dança cênica contemporânea regional e nacional.

Sábado

Na manhã de sábado, no mesmo horário do dia anterior, às 9h, Uxa dá continuidade à oficina O corpo como território de memórias. Na parte da tarde, às 14h, Rafael Guarato, Mariana Pimentel e Marcos Mattos apresentam o seminário Gestão e sustentabilidade de iniciativas em dança. A mediação é de João Vicente. O gancho do bate-papo é a contribuição da política pública ou privada para a sustentabilidade dos artistas da cena.

Às 17h15 acontece a apresentação dos livros Dança e Política: Estudos e Práticas, feita por Guarato, organizador do volume, e de Mapas para dançar em muitos lugares, por Uxa, autora da publicação. O primeiro reúne artistas, estudiosos e produtores dos estados de Goiás e Paraná. A proposta é fornecer reflexões, análises e relatos sobre as relações entre políticas públicas e dança e os processos resultantes desse encontro.

O Mapas contém um DVD com a performance Poemas Cinéticos e trechos dela em espaços da cidade de São Paulo, como a Praça Roosevelt e o Minhocão. Os textos são proposições de dança que estão articulados com os vídeos, para que crianças e adolescentes possam criar suas próprias performances em espaços que elas transitam ou ocupam, como também podem ser utilizados por educadores em mediação em dança.

O mundo das histórias em quadrinhos somado ao universo do palhaço se mescla no espetáculo da Lamira Artes Cênicas, GIBI, encenado às 18h. Destinado ao público infantil, narra as aventuras de cinco palhaços adormecidos que descobrem, no mundo das HQs, a magia e o mote para suas diversões. O espetáculo transita pela escuta das músicas eruditas que criam, na cena, uma atmosfera imaginária no qual a dança, o circo e o teatro se apresentam de modo sutil e surpreendente.

Depois, Guarato volta para apresentar Alça de Balde, às 20h. O trabalho tece corporalmente reflexões acerca da trama que engendra a prática artística em tempos recentes, especificamente, a ambivalência crise e estabilidade como inerente ao campo das artes. Fazendo uso de um repertório gestual advindo das danças urbanas como popping, bboyng e finger tutting, o artista investigou novos padrões de movimento a partir de lesões.

Domingo

Para encerrar a programação, o tema da vez discutido no seminário Gestão e sustentabilidade de iniciativas em dança é o artista como empreendedor, com a mediação de Rafael Guarato e participação de Galiana Brasil, João Vicente e Grupo Casa.

Rumos Itaú Cultural

O Itaú Cultural mantém o programa Rumos desde 1997. Este que é um dos primeiros editais públicos do Brasil para a produção e a difusão de trabalhos de artistas, produtores e pesquisadores brasileiros, já ultrapassou os 52 mil projetos inscritos vindos de todos os estados do país e do exterior. Destes, foram contempladas mais de 1,3 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa.

Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 6 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras divulgaram os trabalhos selecionados. Na última edição (2015-2016), as propostas inscritas foram examinadas, em uma primeira fase seletiva, por uma comissão composta por 30 avaliadores contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. Em seguida, passaram por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 22 profissionais que se inter-relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição.

SERVIÇO:

Rumos Itaú Cultural 2015-2016

3ª edição Dancidades – Dança e Cidadania

Classificação indicativa: livre

Museu de Arte Contemporânea MARCO

Rua Antonio Maria Coelho, 6000 - Parque das Nações Indígenas

Campo Grande – MS

Tel.: (67) 3326-7449

http://www.fundacaodecultura.ms.gov.br/museu-de-arte-contemporanea-marco/

Dia 23 de junho (sexta-feira)

Das 9h às 12h

Oficina O corpo como território de memórias

Com Uxa Xavier

25 vagas

Inscrições: https://www.facebook.com/dancidades/

Das 14h às 15h30

Oficina mediada com alunos de escolas públicas

Com Kelly Queiroz

Às 16h

Poracê

Com Dançurbana

100 vagas

Retirada dos ingressos com 30 minutos de antecedência

Às 20h

Se você me olhasse nos olhos

Com Ginga Cia de Dança

100 vagas

Retirada dos ingressos com 30 minutos de antecedência

Dia 24 de junho

Das 9h às 12h

Oficina O corpo como território de memórias (continuação)

Com Uxa Xavier

Das 14h às 17h

Seminário Gestão e sustentabilidade de iniciativas em dança

Tema: No que a política pública/privada contribui com a sustentabilidade dos artistas da cena

Com Rafael Guarato, Mariana Pimentel e Marcos Mattos

Mediação: João Vicente

100 vagas

Inscrições: https://www.facebook.com/dancidades/

Às 17h15

Apresentação do livro Dança e Política: Estudos e Práticas

Com Rafael Guarato

Apresentação do livro Mapas para dançar em muitos lugares

Com Uxa Xavier

100 vagas

Às 18h

Gibi

Com Lamira Grupo de Artes Cênicas

100 vagas

Retirada dos ingressos com 30 minutos de antecedência

Às 20h

Alça de Balde

Com Rafael Guarato

Retirada dos ingressos com 30 minutos de antecedência

Dia 25 de junho

Das 9h às 12h

Seminário Gestão e sustentabilidade de iniciativas em dança

Tema: Artista empreendedor?

Com Galiana Brasil, João Vicente e Grupo Casa

Mediação: Rafael Guarato

100 vagas

Inscrições: https://www.facebook.com/dancidades/

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