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Confiança do consumidor cai 1,1%, mostra pesquisa da CNI

Aumentou o pessimismo dos brasileiros com a inflação, o desemprego, a renda pessoal e a situação financeira

25 NOV 2016
CNI
12h52min

Depois de quatro meses consecutivos de alta, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu para 103,2 pontos em novembro. O valor é 1,1%  menor do que o de  outubro e está 5,2% abaixo da média histórica, de 108,8 pontos. A queda na confiança dos brasileiros é resultado, especialmente, do aumento do pessimismo em relação à evolução dos preços, informa a pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 25 de novembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice de expectativa de inflação caiu 5,6% em novembro frente a outubro.  O indicador de expectativas sobre o desemprego diminuiu 0,8%, o de renda pessoal recuou 2,6% e o de situação financeira teve queda da 1,7% neste mês em relação a outubro.  Quanto menor os índices de expectativa, maior é o número de pessoas que espera o aumento da inflação e do desemprego, a piora da renda pessoal e que percebe  piora da situação financeira.

ALERTA PARA A ECONOMIA - "A queda do INEC acende um sinal amarelo para a recuperação da economia, porque a confiança é importante para o aumento da demanda. Se a confiança do consumidor continuar caindo, não haverá crescimento do consumo", afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.  O crescimento do consumo é decisivo para a retomada da produção e do emprego.

Mesmo assim, os brasileiros estão mais propensos a fazer compras de maior valor. O indicador de expectativas de compra de bens de maior valor, como carros, móveis e eletrônicos, aumentou 2,0% em novembro frente a outubro. Mas está 0,2% abaixo do registrado em novembro de 2015. "A proximidade das festas de fim de ano e o 13º salário têm grande influência nesse resultado", avalia Azevedo. Segundo ele, embora os consumidores estejam dispostos a gastar parte do 13º salário, a intenção de compras neste ano é menor do que a de 2015.

Essa edição do INEC, feita em parceria com o Ibope,  ouviu 2.002 pessoas em 143 de 10 a 14 de novembro.

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