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Pesquisa revela que economia deve crescer 26% nos próximos quatro anos

Crescimento Econômico

21 OUT 2013
Aline Oliveira
17h45min

 

Uma pesquisa divulgada hoje (21), pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sobre as Perspectivas de Investimento no Brasil revelou que os investimentos na economia brasileira devem crescer cerca de 26% entre os anos de 2014 e 2017.

 

Isso porque as empresas que atuam no país devem investir R$ 3,98 trilhões a partir do ano que vem até 2017. Os investimentos na economia de 2009 a 2012 foram de aproximadamente R$ 3,15 trilhões. Segundo especialistas da instituição, após a queda na participação do PIB (Produto Interno Bruto) de 19,1% para 18,1% nos anos de 2011 e 2012, a trajetória da alta da taxa de investimento retomou a escalada de crescimento.

 

De janeiro até setembro houve um crescimento contínuo no desempenho dos investimentos com 18,9% de aumento, alcançando assim um crescimento duas a três vezes maior do que o PIB nacional.  Entre os motivos para o otimismo estão os investimentos na indústria, que devem superar R$ 1,1 trilhão, com aumento de 24,3% em relação às aplicações dos quatros anos anteriores.

 

Foi ressaltado ainda que o setor de petróleo e gás vai liderar os investimentos na indústria, com previsão de R$ 458 bilhões para o quadriênio 2014-2017, superando os R$ 311 bilhões no período anterior. Outro segmento em franco crescimento é o automobilístico, com a sinalização de maior dinamismo do consumo de bens duráveis. Os investimentos das montadoras e fábricas de peças estão estimados em R$ 74 bilhões.

 

Os maiores investimentos estão previstos em agricultura e serviços: R$ 1,5 trilhão em 2014-2017, um aumento de 30,9% na comparação com o quadriênio anterior. Os investimentos em residências devem passar de R$ 867 bilhões (22% de aumento) e em infraestrutura, de R$ 509,7 bilhões (24,8% de aumento).Este é o oitavo ano da pesquisa, que mapeia 17 setores da economia responsáveis por 58% dos investimentos, e faz projeções para as demais áreas, que respondem por 48% do total da formação bruta de capital fixo.

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