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Relatório do FMI afirma que o crescimento potencial do Brasil não atingiu expectativas

Crescimento Econômico

23 OUT 2013
Redação
18h42min
Divulgação

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou da casa de 4,25% para 3,5% a sua estimativa para o crescimento potencial (aquele que não acelera a inflação) do Brasil, ressaltando que, mesmo para atingir esse nível mais baixo, o país terá que avançar no investimento, incluindo em infraestrutura, e impulsionando a produtividade acima dos níveis do passado.

 

“As estimativas de consenso para o crescimento potencial têm sido firmemente revisadas para baixo e agora estão no nível mais baixo desde que os preços de commodities começaram a aumentar, na metade dos anos 2000”, diz o FMI, em relatório divulgado nesta quarta-feira (23). A instituição pondera que o Brasil não está sozinho em ver o seu PIB potencial reduzido, com as projeções para os maiores mercados emergentes também sendo cortadas.

 

“Uma decomposição pelo lado da oferta sugere que a taxa futura de crescimento sustentável do Brasil está na casa de 3,5%, cerca de 0,75 ponto percentual abaixo das estimativas do staff nos anos recentes. Essa estimativa é aproximadamente a média do crescimento real entre 2000 e 2012, enquanto uma série de filtros estatísticos mostra um resultado entre 2% e 3,5%”, aponta o relatório, que afirma que o fraco desempenho do Brasil desde 2011 reacendeu o debate sobre a taxa de crescimento potencial de médio prazo do país.

 

Para crescer a um ritmo de 3,5%, contudo, o Brasil precisará acelerar o investimento e aumentar a produtividade, destaca o FMI. Na próxima década, a oferta de trabalho vai se expandir a um ritmo mais lento, “refletindo tendências demográficas, mas também taxas de emprego e de participação em níveis elevados”. Com isso, o crescimento vai depender mais da acumulação de capital e da produtividade.

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