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Para gerente de Governo, obras de esgoto compensam por cortes na saúde em Aquidauana

Secretário de Saúde e gerente de Governo afirmam que a cidade não consegue mais atender pacientes vizinhos

14 SET 2017
Bruna Vasconcelos
20h00min
Lucarelli ressalta que foram investidos R$ 7 milhões em esgoto sanitário Foto: Luiz Maique

Serviço Ambulatorial Especializado fechando as portas, UPA que nunca funcionou. O caos no Sistema Público de Saúde de Aquidauana tem, segundo a Administração Municipal, apenas um responsável: a falta do repasse de verba do Governo Estadual. Além disso, segundo os gestores, a população está sendo atendida com investimentos em saúde, através das obras da rede de esgoto.

Wezer Lucarelli, gerente de Governo da Prefeitura, se pronunciou sobre o fechamento do SAE para os pacientes das regiões vizinhas. Em números, Lucarelli ressalta que a Unidade Especializada deve restringir os atendimentos apenas para pacientes do município por “arcar sozinho com as despesas”. Ele afirma que atualmente a Prefeitura Municipal recebe R$ 8 mil do Governo Federal para o funcionamento da Unidade, mas para manter o serviço, a cidade arca com R$ 55 mil para o pagamento de funcionários.

“Os pacientes de Aquidauana não ficaram sem atendimento. Estamos bancando a conta sozinhos. Agora arcaremos com a despesa da nossa gente. Assim não seremos mais explorados pelos demais municípios”.  

O gerente de Governo ainda diz ser ilógico que a Prefeitura Municipal se preocupasse com os pacientes das outras regiões, que atualmente utilizam o serviço em Aquidauana.

“As outras localidades possuem seus secretários, seus prefeitos e suas obrigações. Cada município atende sua rede, vamos cuidar da nossa”.

Quando questionado sobre o empenho em obras públicas e a falta do mesmo esforço para a Saúde, Wezer relembra que foram investidos R$ 7 milhões em esgoto sanitário e em mobilidade urbana. Segundo ele, o grande problema do país são as patologias adquiridas pela falta de esgoto sanitário.

“A população tá muito bem atendida nesse quesito (Saúde Pública) porque o funcionamento da rede de esgoto previne a contaminação do meio ambiente e minimiza as doenças”, finaliza.

O secretário de Saúde, Eduardo Moraes, afirma que está “sobrevivendo dentro do caos” e diz que o município vem sofrendo com o atraso de repasse de verbas estaduais. Moraes ainda ressalta que a justificativa dada pelo Governo do Estado seria que Mato Grosso do Sul também estaria atrasado com seus compromissos.

“O repasse tem chegado atrasado e isso dificulta tocar o serviço como tem que ser tocado. Outra coisa é o financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde), que vem com valores sem atualização", justifica.

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