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Sem dinheiro, principal posto de saúde de Aquidauana vai restringir atendimento e negar pacientes

O anúncio desencadeou uma série de cobranças por parte da comunidade em prol dos necessitados do serviço

12 SET 2017
Bruna Vasconcelos
10h15min
Atualmente Unidade Especializada atende cerca de 300 pacientes Foto: Divulgação

O Serviço Ambulatorial Especializado (SAE) de Aquidauana está de porta fechada. O anúncio foi feito pelo secretário de Saúde do Município, Eduardo Moraes, que solicitou que a Unidade ficasse aberta na semana passada apenas para comunicar os pacientes.

O anúncio desencadeou uma série de cobranças por parte da comunidade em prol dos necessitados do serviço. Atualmente, cerca de 350 enfermos tratam de HIV, sífilis e hepatites virais no estabelecimento.

A justificativa da Gestão Municipal é a falta de verba para a unidade, que continua assistindo os pacientes das cidades vizinhas. A ordem é para que o SAE mude de local e migre para o Centro de Especialidades Médicas (CEM), onde será direcionado apenas para os aquidauanenses.

A preocupação gira em torno dos pacientes que não têm condições financeiras para custearem o tratamento na Capital. Os assistidos dos municípios vizinhos questionam como irão manter o translado, alimentação e consultas de rotina com o fechamento da unidade de Aquidauana. 

O vereador Gabriel Bié defende o posicionamento da prefeitura e afirma que a falta de verba foi o principal fator do fechamento do Serviço. 

“O SAE atende o pessoal de Bodoquena, Miranda, Nioaque, Jardim e até Campo Grande. Sem dinheiro, não tem como manter e será necessário um processo de renovação.”

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