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Colunista relembra trajetória polêmica e diz que chegou a hora de lutar pelos carentes

Dácio Correia diz que gerou muita inveja ao levar uma vida de luxo e glamour

9 JAN 2017
Dany Nascimento
15h23min
Foto: Geovanni Gomes

Natural de Aquidauana, conhecido pelo jeito espontâneo que já causou muito alvoroço em Campo Grande, o jornalista Dácio Correa, que hoje é responsável pelo "CCI (Centro de Convivência do Idoso) Picolé", destaca que gerou muita inveja na sociedade por levar uma vida de luxo e glamour.

O jornalista diz que não mede palavras, mas admite que ao perceber o erro, acaba pedindo desculpas e ressalta que o jeito espontâneo fez muitos 'inimigos' na Capital.

Após uma longe trajetória, Dácio destaca que chegou o momento de 'ajudar os carentes', já que fez tudo que estava ao seu alcance pelos ricos. Confira a entrevista completa com Dácio Correa:

TopMídiaNews: Como foi sua infância?

Dácio Correa: Eu nasci em Aquidauana, fiquei pouco tempo no município porque estudei fora. Fui para Corumbá, fui criado pelo meu avô, o pai do meu pai em Corumbá. Com 12 anos voltei para Aquidauana, também estudei lá, e depois fui para Cuiabá, Campo Grande. Depois meu destino foi o Rio de Janeiro, onde vivi por 18 anos, fiquei 11 anos sem vir ao Mato Grosso do Sul. Na época ainda era Mato Grosso. Retornei fazendo produção de moda, fiz os grandes desfiles da história de Campo Grande.

TopMídiaNews: Quando começou a ser colunista?

Dácio Correa:  No ano de 1983, quando fui convidado para escrever o jornal A Crítica e foi um sucesso a coluna. Fiquei muitos anos e escrevo até hoje, deixei a produção de modas porque os tempos são outros. Era outra época, outro tempo. No colunismo fiz grandes festas. Trouxe pessoas famosas, entre eles Ivo Pitanguy, Luiza Brunet, que inclusive se hospedava comigo. Então passei a ser figura notada dentro da sociedade sul-mato-grossense e hoje estou aqui.

TopMídiaNews: Como descreve sua carreira?

Dácio Correa: Eu fiz muita coisa para rico, para milionário maravilhoso e agora eu quero contar com os milionários e maravilhosos para me ajudar no CCI dos Idosos. Eu senti que precisava fazer alguma coisa para os carentes, porque para rico eu já fiz tudo. Eu sou espírita, eu acho que tinha que encerrar minha carreira ajudando quem necessita mais.

TopMídiaNews: Você ficou no ar por muitos anos com o programa 'Gente Fina', como foi feito o convite para ser responsável por um programa de TV?

Dácio Correa: O Ivan Paes Barbosa me convidou para fazer programa na TV. Em um desfile da Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro , estávamos assistindo e eu praticamente obriguei ele a me convidar, falei se você não me der um programa de televisão lá em Campo Grande, eu vou me suicidar na praça Ary Coelho e vou colocar carta e falar que me suicidei por causa de você, porque você não me deu oportunidade. Ele riu muito daquilo, e quando chegou em Campo Grande ele me chamou e disse vamos ver o seu programa de televisão, que foi outro grande sucesso, foi o único programa que tinha maior ibope dentro de Mato Grosso do Sul e eu fiquei 18 anos na TV.  Viajei o mundo inteiro, viajei para Europa, viajei para a Ásia, África, para todo o mundo praticamente, fiz boa parte do mundo, era um sucesso. Começou na TV Manchete, foi para Record, depois fiz na TV Guanandi. Mas encerrei mesmo na TV Record.

TopMídiaNews: Tem planos para voltar para as telinhas?

Dácio Correa: Não pretendo voltar porque acho que a gente tem que sair das coisas por cima, se fizer bem feito sai por cima, se fez mal feito nem comenta. Eu sai do auge do meu sucesso e quero ser como Pelé fez, deixou o futebol no auge. Se o Ronaldo Fenômeno tivesse feito o que o Pelé fez, ele não teria sido xingado,  porque ele fez muita coisa pelo nosso futebol, foi um dos maiores jogadores do mundo, mas não soube largar o osso na hora certa. Eu não quero mais voltar porque o programa fez muito sucesso.

TopMídiaNews: Como foi feito o convite para ficar a frente do CCI?

Dácio Correa: Eu queria fazer uma coisa diferente e  achei a ideia excelente, topei de imediato, montei uma equipe e vim. Encontrei o local organizado, falta poucas coisas, mas terei que reajustar porque era outra pessoa que administrava, vou colocar o centro nos meus moldes, eu gosto das coisas bonitas, bem arrumadas, eu nasci com isso, com o glamour com o luxo e vou dar vida mais que perfeita para os idosos, para que eles terminem a vida com prazer e com amor. Agora vou fazer co CCI virar um milk shake, o picolé vai virar Milk Shake. O instituto chama Picolé, porque eu conheci muito o picolé e quando o Marquinhos casou o nome dele comigo, o filho do Picolé, o Alex foi costureiro da minha mãe e foi meu costureiro na TV, o cara tinha que correr fazer camisa pra mim no dia porque eu tinha eventos, então eu tenho uma história com Picolé, são amigos e gostei do convite e aqui estou.

TopMídiaNews: Quais são os primeiros projetos que pretende realizar a frente do CCI:

Dácio Correa:Tenho muitos projetos, dia 4 de fevereiro já marcamos o dia da beleza com todos os associados, em março vamos fazer o dia de beleza para os homens, porque o homem também tem que estar limpo, cheiroso, bem arrumado. Dia 18 pretendo fazer o primeiro baile de carnaval, com concurso de fantasias, temos uma passagem de ida e volta para o Rio de prêmio.

TopMídiaNews: Qual foi a maior dificuldade que enfrentou?

Dácio Correa: Não tive grandes problemas, sempre fiz meu trabalho muito bem feito, muito limpo, nunca tive nada que pudesse me desabonar, tive problema da inveja, porque o povo tem muita inveja, mas isso existe no mundo todo. Desavença tive, todos tem no dia a dia, isso é normal, tem pessoas que hoje eu não gosto e que também não devem gostar de mim, eu sou que nem o flamengo, ou me amam ou me odeiam. 

TopMídiaNews: Dácio Correa se considera um homem realizado hoje?

Dácio Correa: Sou muito realizado, agradeço muito a Deus por tudo que ele me deu, fiz tudo muito bem feito, tenho uma vida maravilhosa, tenho uma casa linda, tenho uma vida de luxo, de muito trabalho porque eu não sou vagabundo, eu sou muito trabalhador, eu trabalho bastante, eu honro o que eu tenho.

 

 

 

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