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Focado nos baixinhos, 'Batucando Histórias' transmite mensagens positivas e diverte a criançada

Wancleia sonhava em levar qualidade de vida através da contação de história para crianças e se transformou na educadora musical Azaleia

11 JUN 2018
Dany Nascimento
09h28min
Foto: Reprodução/Facebook

O sonho de levar mais qualidade de vida para a criançada transbordava no coração de uma estudante de 14 anos, que cresceu, se tornou mãe e conseguiu fazer o sonho virar realidade. Com o apoio do esposo Rafael Lanziane Bernardo, 32 anos, a educadora social Wancleya Arce Antonio Lanziani, 30 anos, se transformou na educadora musical Azaleia Saracoteia e hoje arranca sorrisos das crianças através da contação de histórias.

O projeto ‘Batucando Histórias’ tomou forma e permite com que as crianças da plateia sejam personagens durante as apresentações. “Batucando não faz nada sozinho, tanto nas histórias como nas músicas eu preciso que as crianças participem, chamo alguns para ficar na frente, na hora da história elas se tornam personagens da história. Dependendo da história vamos modificando, não faço nada sozinha. Elas querem participar, querem fazer parte, a criança gosta de fazer parte para se sentir útil, se sentir importante”, afirma Azaleia.

O principal objetivo do projeto é transmitir mensagens positivas para as crianças. “Eu conto histórias onde falo sobre a importância do agradecer  e não reclamar, chama ‘Cidade dos Resmungos’, eu particularmente gosto muito porque trabalho com questão da gratidão. Eu falo que as pessoas reclamam de tudo, nada estava bom, aí pergunto se é legal isso, eles respondem automaticamente, surgem respostas mais bacanas que você pode imaginar. A criança traz uma espontaneidade muito bacana, trabalho questão de princípios e valores”.

Confira a entrevista completa com a vocalista e idealizadora do projeto:

TopMídiaNews: como surgiu ideia de criar o Batucando?

Azaleia: ele sempre existiu escondidinho. Há 17 anos eu trabalho com crianças, contando histórias, cantando, brincando com crianças. Desde os meus 14 anos faço isso. Depois que fiz curso de musicalização com a educadora musical Julia Holanda foi o meu despertar. A partir desse dia cheguei em casa e falei que era aquilo que eu queria fazer da minha vida profissionalmente. Eu queria cantar e brincar com as crianças. Eu era educadora social na época, hoje estou como educadora musical no instituto Viva Infância e o Batucando também faz parte.

TopMídiaNews: como escolheu o nome do projeto?

Azaleia: o Batucando História escolhi conversando com meu esposo, pensamos em como seria, que teria que ter história, teria que ter movimento. Ele pensou, eu gostei e fechou com esse nome.

TopMídiaNews: como o projeto tomou forma? Precisou de investimento particular dos membros?

Azaleia: no início era todo dinheiro nosso, tomamos iniciativa em abril, compramos o som, os materiais para dar início, como microfone, mesa de som, caixa de som, para começar com qualidade. Eu já tinha feito o curso de musicalização, comecei a fazer um de contação de história on-line com a Lívia Alencar. O pontapé foi criar a página do Facebook dentro da semana mundial do brincar, quando tivemos seis apresentações.  

TopMídiaNews: qual a realidade do Batucando Histórias atualmente?

Azaleia: hoje projeto, em um ano, já se mantém, não tiramos nada do bolso. Foi muito bacana esse início, quando tivemos a iniciativa de montar o Batucando, conseguimos pessoas que abraçaram a ideia, que nos ajudaram a dar esse pontapé inicial. Tivemos menos de um mês para montar toda a ideia, como seria figurino, o objetivo do projeto, porque existe todo um olhar pedagógico, a criança não precisa saber, não falo para ela ir para um lado ou outro, eu observo ele trabalhando a lateralidade dele, a criatividade, sem ele saber por ser criança, faz algo divertido e aprendem muito. Temos um retorno bem bacana no desenvolvimento das crianças. Atendemos crianças de 0 a 8 anos, maior que isso não gosta muito, mas depende. Às vezes tem um amiguinho que faz, daí eles fazem também.


TopMídiaNews: quais são os profissionais que fazem parte do projeto?

Azaleia: tem eu, o Rafael, a Rúbia. Até semana retrasada éramos eu, Rafael, Rubia que é minha assistente de palco, personal stylist, meu braço direito, tem o Magno Abreu que vive de música e faz parte deste projeto com a gente quando eu vou me apresentar em escola. Hoje não vivemos só de Batucando História, meu esposo Rafael tem trabalho fixo em horário comercial, daí o Magno me acompanha. Eu tenho dois técnicos de som, quando um não pode o outro vai. Um é o Robert e outro é o Emerson. Agora também temos proposta de oferecer apresentação show, banda do Batucando, tenho mais três músicos que entraram na brincadeira de brincar e contar história, que é o Heitor Franco, Israel Alencar e Luciano Rivero.

TopMídiaNews: como são realizadas as apresentações?

Azaleia: tudo depende da quantidade de crianças, temos vários perfis de apresentação, trabalho com brincadeira musical. Se o público é de até 30 crianças, tenho instrumentos para levar, tenho mola maluca, bambolê, instrumentos brincantes com bichinhos que fazem barulho, tem toda a preocupação com a faixa etária. Batucando vai desde a mini até a máster apresentação, que seria a banda.

TopMídiaNews: como foi o aniversário de um ano do Batucando História?

Wancleia: fizemos a apresentação máster, fizemos um show mesmo, não trabalhei com meus materiais, foi totalmente corpo que é algo que exige muito nas apresentações.  Batucando não faz nada sozinho, tanto nas histórias como nas músicas, eu preciso que as crianças participem, chamo alguns para ficar na frente, na hora da história eles se tornam personagens da história. Dependendo da história vamos modificando, não faço nada sozinha. Eles querem participar, querem fazer parte, a criança gosta de fazer parte para se sentir útil, se sentir importante.

Tivemos duas apresentações de aniversário de um ano, uma em uma livraria que cedeu espaço, fizemos show para um público de 40 crianças, fizemos lembrancinhas, conseguimos patrocínio para montar a ideia e fizemos lembrancinha simbólica, com giz de cera e desenho para eles colorirem. Fizemos com banda reduzida, fomos com culelê, violão, percussão e eu na voz, mais assistente a Rúbia. Oferecemos bolo para as crianças. No outro show teve mais de 100 crianças, tivemos estrutura de palco muito grande.

TopMídiaNews: como é a reação das crianças durante as apresentações?

Azaleia: o Batucando é muito movimento, na hora da história todos ficam prestando atenção, todos param. Se eles perguntam conseguimos interagir com eles para entenderem e prestar atenção. Eu utilizo muitos objetos, então eles prestam muito atenção. Nas músicas não tem como, eles não param, as músicas são bem dançantes, de pula, rola no chão, de virar lagarto, borboleta, de se transformar em uma caneca, trabalho toda essa questão da imaginação, nossa proposta é essa. Iniciamos com agitado, fazemos o aquecimento para eles mexerem o corpo, é a segunda música normalmente.

TopMìdiaNews: como enxerga hoje o projeto, esperava pelo sucesso?

Azaleia: por mais que esperamos, eu ainda estou assustada de forma positiva, com a dimensão que toma porque hoje as pessoas chegam em mim e  falam que conhecem meu trabalho. Vamos ter um evento beneficente para atender uma instituição de Campo Grande, o ‘Lar dos Sonhos Positivos’ no dia 19 de junho. Fui conversar com uma amiga que falou que o pessoal que trabalha com ela queria saber se o pessoal do Batucando poderia fazer. Daí minha amiga falou que conhecia, ele está na boca das famílias. As mães entram em contato comigo, mandam vídeos das crianças falando que são mini azaleias, elas mandam áudio das crianças falando que estão com saudade. Eles mandam falando que vão me ver nas apresentações. Uma mãe falou que a filha dela troca tudo para ir nas apresentações, ela tem 4 anos, é muito legal isso. Eles estão abraçando a ideia, temos um retorno bacana das famílias, brincamos com potinhos, com colheres, eles sentam e brincam.

TopMídiaNews: qual o principal objetivo do projeto?

Azaleia: eu conto histórias onde falo sobre a importância do agradecer  e não reclamar, chama ‘Cidade dos Resmungos’, eu particularmente gosto muito porque trabalho com questão da gratidão. Eu falo que as pessoas reclamam de tudo, nada estava bom, aí pergunto se é legal isso, eles respondem automaticamente, surgem respostas mais bacanas que você pode imaginar. A criança traz uma espontaneidade muito bacana, trabalho questão de princípios e valores.

TopMídiaNews: o batucando promove cursos para quem deseja aprender a desenvolver trabalhos de contação de história?

Azaleia: estamos promovendo cursos em Campo Grande, Batucando além de ser grupo que se apresenta para crianças, estamos com a preocupação de formar profissionais, capacitar profissionais para trabalhar com crianças, todos voltados ao público que trabalha com crianças, como pedagogo, psicólogos infantis. 

Para entrar em contato com o Batucando História através do 67 9285-8577, ou através do e-mail batucandohistorias@gmail.com.  

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