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Durante 4 anos, TopMídiaNews deu voz e ajudou leitores quando as lágrimas falaram mais alto

Entre polêmicas de erros e acertos médicos, noticiamos o desespero de mães que viram no jornalismo uma forma de alento

11 OUT 2017
Liziane Berrocal
15h08min

No dia em que Mato Grosso do Sul faz 40 anos, o TopMídiaNews faz apenas quatro. Mas poderiam ser 400 anos, tamanho o número de histórias que a redação já escreveu. Todos os dias são cenas da vida real que vão desde os problemas pontuais da cidade, como falta de médicos num posto de saúde, ou a comemoração por asfalto novo. 

Também há as “tretas políticas” e as barbaridades embaixo do nariz do povo, que apesar de muitas vezes paralisado, se indigna e tem esperança no futuro. E se há algo que move uma redação é a esperança de “mudar o mundo com uma matéria”. 

Talvez seja piegas falar que o jornalismo diário muda o mundo, mas fato é que há matérias e reportagens que sim, acabam por mudar o mundo de uma pessoa, de uma família ou de alguém próximo. 

Violência obstétrica ganhando luz

Entre os casos de maior repercussão, a violência obstétrica tem causado indignação, como o caso de Vanessa Arruda. A família denunciou uma médica da Santa Casa por violência obstétrica durante o parto, realizado no início deste mês na Santa Casa de Campo Grande. A denúncia ganhou corpo quando contada pelo jornal e o caso está na justiça. “Nos deram atenção e apoio no momento que mais precisamos”, conta Soyla, irmã de Vanessa, que confiou na reportagem em um dos momentos mais difíceis vividos pela família. 

Outro caso de violência obstétrica foi o da pequena Desiree Vitória. Filha de uma gestante de apenas 14 anos, ela teve a clavícula quebrada durante um parto na Maternidade Cândido Mariano na Capital. Isso conforme denúncia dos familiares, recebida pelo TopMídiaNews

A vida da família ficou devastada com o fato que foi parar na justiça e a coragem de denunciar proporcionou discussão sobre o tema que é tão importante para a sociedade. 

Saúde, um direito constitucional

E a saúde como direito constitucional de todo cidadão, é uma das principais bandeiras que o jornal carrega pela cidadania. Por exemplo, entre as histórias contadas está a de Letícia, a menina que aos 10 anos luta contra uma doença renal crônica. E em um lugar onde advogado geralmente liga para falar de processos, nesse caso, um deles ligou para oferecer ajuda. 

“Eu li o caso e resolvi que iria ajudar. A gravidade da situação pede urgência na tramitação e agora ela terá o tratamento que merece”, conta José Carlos Duarte Barros, que abraçou a causa de Letícia.

Ou o pequeno Vitor que, após matérias e reportagens do TopMídiaNews, finalmente foi transferido para São Paulo, onde está recebendo todo o tratamento para o coraçãozinho dele, que nasceu doente, mas hoje, recebe a chance de cura. 

“Estamos em São Paulo, Vitor está bem e, graças a Deus, tivemos anjos para lutarem junto com a gente”, conta Clarice Chaves, direto do InCor (Instituto do Coração) na Capital Paulista, onde o menino está se preparando para o procedimento que vai salvar sua vida. 

E junto com eles, veio mais um parceiro de luta. Liliane Caramell, que aqui no Estado representa a AACC (Associação dos Amigos das Crianças Cardiopatas) Pequenos Corações, que já avisou que “grudou no TOP” e não larga mais. 

“Pela primeira vez, tivemos voz e pessoas junto na luta conosco, e é preciso elogiar essas iniciativas. Cheguei a pensar em desistir de luta, porque cansei de ver crianças sendo enterradas por não terem acesso a saúde. Ganhar um parceiro na luta dá uma fôlego inacreditável”, garante Liliane. 

Que o diga Ana Paula, mãe do pequeno Luis Henrique, lá de Dois Irmãos do Buriti, que todos os dias enfrenta a "guerra" para que o filho tenha o tratamento digno que merece.  Aos dez anos, ele é um guerreiro. Com paralisia cerebral ,o menino tem Síndrome de West, que é a epilepsia de difícil controle, luta para sobreviver. Ele ainda tem uma encefalopatia crônica que o faz necessitar de cuidados constantes e de tratamentos que quase transformam seu quarto em um quarto de hospital. 

"Mas quando alguém luta com a gente, dá mais vontade. E uma mãe não desiste do filho", garante ela. 

E como esquecer João Lucas? Filho de Monica Bessa, a história de João se funde com a própria do TopMídiaNews. Ele que nasceu já lutando pela vida devido a complicações decorrentes de uma má formação congênita, vê sua busca diária por saúde, ser contada sempre que é preciso. Como a vez quando ele tinha quatro meses e a atrofia neuroespinhal ainda era só uma suspeita. A garra de seus pais, Marlon e Monica, comove os leitores e mostra que a saúde é um bem precioso. E a vida é um dádiva, mesmo quando é preciso de um aparelho para continuar com ela. 

Medicamentos em falta? A gente também fala!

E quantas vezes a saúde não foi prejudicada pela falta de medicamentos na cidade? Histórias foram contadas e resolvidas após reportagens. “Isso é jornalismo de cidadania”, conta Marciana de Cássio Neto, que teve João Gabriel de parto prematuro e, devido a complicações, o menino de três anos agora toma medicamentos controlados. O problema, é que além de cuidar do filho, ela precisa peregrinar pelos postos de saúde para conseguir o medicamento para a  criança, já que não encontra na rede de saúde.

“O problema minimizou e, com a reportagem, ele ganhou várias doações, ajudando bastante”, conta Marciana após ter a história contada. 

Erros e acertos médicos

O bebê que perdeu os dois olhos após ser submetido a uma cirurgia, mesmo com a mãe questionando o pediatra várias vezes. A mulher que perdeu o neném após ser mandada embora de volta para casa mesmo reclamando de dores.

O trabalhador que perdeu uma perna por falta de tratamento adequado. Os filhos que perderam a mãe por um diagnóstico incorreto. Ou mesmo o sonho de uma cirurgia para aumentar a autoestima, que virou um pesadelo que impede a pessoa até de se olhar no espelho.

Diante de vários casos que chegam à redação, o TopMídiaNews levantou, junto com a população, a bandeira por um atendimento médico mais completo e humanizado. Para isso, também disponibilizou um canal para denúncias sobre erros médicos e casos de negligência cometidos na área de saúde, que vão desde a demora no atendimento, passando pela omissão de socorro, imperícia e a negligência no atendimento.

Aqui, a reportagem entra em primeira pessoa, nada comum no jornalismo. Mas necessário para falar da polêmica que gerou ofensas, xingamentos e palavrões contra a repórter e familiares, após a campanha publicitária sobre o tema. Na ocasião, médicos se “revoltaram” contra a campanha e ofenderam de maneira pessoal. 

Como o jornalismo é contar vários lados, continuamos contando todos os lados, inclusive os acertos, as necessidades do setor de saúde, a falta de valorização, inclusive financeira, de pessoas que estudam muito para chegar onde chegam: os hospitais, postos de saúde, pronto-atendimentos e unidades de saúde onde médicos trabalham no setor público em péssimas condições, sem recursos humanos e materiais, que geram muitas vezes menos revolta que um simples outdoor. 

Mas que quem está na lida diária de ajudar a salvar vidas – seja escrevendo uma matéria ou no leito de um hospital, sabe que é preciso contar as histórias e dar voz a quem precisa. Seja quem paga um caro plano de saúde ou quem paga em dia os impostos, mesmo sem ter a certeza de quando mais precisar será atendido como merece. 

E se a saúde é um bem essencial do cidadão, a bandeira da saúde foi assumida pelo TopMídiaNews nesses quatro anos e assim será pelos próximos 400 anos. 

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