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'Cãoterapia', você já ouviu falar sobre isso?

Em Campo Grande, o Corpo de Bombeiros desenvolve projeto semelhante

17 OUT 2016
Rodson Willyams
16h34min
Foto: Geovanni Gomes

Desde 2001 o Ministério da Educação conta com as Diretrizes Nacionais voltadas para a Educação Especial na Educação Básica, oportunizando alunos com necessidades especiais ingressasse na rede pública de ensino. E qual seria a ligação de Campo Grande com este projeto? Bem, a resposta é simples: proporcionar por meio de projetos que utilizam animais, como o 'Cão Heroi, Cão Amigo', a interação de alunos especiais com a sociedade, provendo assim, o desenvolvimento deles.

Pensando nisso, a professora pedagoga Ines Cheliga de Souza, 29 anos, da sala de recurso da Escola Municipal Professor Antônio Lopes Lins, localizada no Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande, teve a iniciativa de levar o projeto até a escola e proporcionar a interação de um aluno especial com os demais alunos da escola, por meio do projeto dos Bombeiros.

Professora pedagoga, Ines Cheliga. Fotos: Geovanni Gomes. 

O projeto oficial do Corpo de Bombeiros, 'Cão Herói, Cão Amigo', trabalha na Terapia Assistida por Animais (TAA), que inclusive é adotada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, referência no país 9. "O contato desses animais com a criança especial é importante, porque desenvolve a parte motora e cognitiva, neste caso do aluno. Com isso, ele consegue se socializar e interagir com a comunidade", explica a professora pedagoga.

Conforme o capitão do Corpo de Bombeiros e coordenador do projeto 'Cão Herói, Cão Amigo', Fábio Pereira de Lima, o projeto foi criado há quatro anos, justamente para atender crianças especiais de Campo Grande. "Esse projeto 'Cão Herói, Cão Amigo', tem o objetivo de auxiliar crianças especiais com autismo, Síndrome de Down e paralisia cerebral. Além de também ajudar idosos com Alzheimer e Mal de Parkinson. Nesse projeto, as pessoas não são forçadas a ter o contato com eles, o ação ocorre de maneira espontânea e com isso auxilia no desenvolvimento e evolução deles, além de provocar uma sensação prazerosa".

Fábio ainda explica que a corporação conta com três cães terapeutas. "Nós temos três da raça golden retriever, sendo o Cauê com 10 anos, o filho dele, o Airon, de sete anos, e que há quatro anos trabalha como cão terapeuta e veio até a escola. E o Argos, que é o nosso caçula, tem três anos e está sendo treinado para ser um cão terapeuta".

Coordenador do Projeto, 'Cão Herói, Cão Amigo', Capitão Fábio Pereira, do Corpo de Bombeiros. 

O capitão ainda revela que todos são vacinados e vermifugados e possuem ainda  um atestado feito por veterinários. "Eles são treinados para ter esse contato com as pessoas. Principalmente, com as crianças. E nós escolhemos essa raça, por ela ser mais dócil, se eventualmente uma criança puxar o rabo, ou simplesmente ficar abraçando, ele não vai reagir. Por isso, a importância de escolhermos essa raça", afirmou.

E de acordo com a professora pedagoga, a intenção é justamente, fazer uma parceria com o Corpo de Bombeiros para que um dos cães possa ir ao menos uma vez a escola. "Vamos ainda conversar com o capitão para saber se há essa possibilidade, de que esses cães possam vir aqui na escola, pelo menos uma vez no mês ou uma vez a cada dois meses. Para nós é importante esse contato de alunos especiais com esses cães, mas também, dos outros alunos com eles", finaliza.

Como levar para a sua escola?

Ines explica que tomou conhecimento por meio de uma amiga do projeto. "Foi então, que com o apoio da nossa diretora Clarisse Cassol agendei uma data com o Corpo do Bombeiros, a vinda deste projeto até a escola. Agendamos com dois meses, para que pudéssemos experimentar esse contato com o aluno".

Para a diretora da escola, Clarisse Cassol, "os alunos especiais precisam fazer a interação com outros alunos, fazer essa socialização. Então, esse projeto aliado ao da Semed chamado 'Conviver com as Diferenças', soma com esse projeto. A visita desse cão amigo para a escola foi importante e proporciona a interação do aluno, com a família, com os outros alunos da escola e ficam ainda mais integrados nessa comunidade escolar".  

Diretora da Escola, Clarisse Cassol, que abraçou a ideia e proporcionou o contato entre o cão e o aluno. 

Por fim, o capitão revela que mais 30 instituições, entre escolas, asilos e clínicas, já foram atendidas pelo projeto. "Nós atendemos um número expressivo de pessoas desde 2012 e a nossa tendência e fazer crescer esse projeto, cujo o objetivo é promover a qualidade de vida, humanidade além do desenvolvimento e a evolução da criança", finaliza.

Qualquer pessoa pode ligar no telefone (67) 3318-4656 ou ir pessoalmente até o Quartel Central do Corpo de Bombeiros para agendar a presença dos cães nas instituições

Cão terapeuta Airon com alunos da escola. 

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