(67) 99826-0686
Balanço PMCG fev

Com recursos privados, Rio de Janeiro irá inaugurar aquário que custou metade do Aquário do Pantanal

Obras começaram no mesmo período

30 AGO 2016
Airton Raes
15h34min
Foto: Divulgação

O AquaRio, Aquário Marinho do Rio de Janeiro, será inaugurado em novembro e seus tanques já estão repletos de animais. A obra começou a ser construída no mesmo período em que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) iniciou a construção do Aquário do Pantanal. A diferença que AquaRio custou R$ 120 milhões pagos pela iniciativa privada e o Aquário do Pantanal já consumiu R$ 230 milhões, ainda sem previsão de inauguração.  

As duas obras foram idealizadas para ser referência. O Aquário do Pantanal para ser o maior aquário de água doce da América Latina, com 16 tanques com capacidade para 4,2 milhões de litros para comportar 7 mil animais de 230 espécies. AquaRio para ser o maior aquário marinho da América do Sul, com 28 tanques para 4,5 milhões de litros e 8 mil animais de 350 espécies.

Apesar das semelhanças, o AquaRio custou a metade do que o Aquário do Pantanal. Feito originalmente para ser inaugurado no primeiro semestre como tração das Olimpíadas e Paraolimpíadas, teve previsão inicial de R$ 100 milhões, que passaram para R$ 120 milhões com recursos da iniciativa privada.  

Faltando menos de três meses para a abertura para visitações públicas, o AquaRio já recebe os animais que irão compor os tanques. Todas as sobras estão prontas e estão na fase de fase de equilíbrio biológico. Para isso, foram introduzidas bactérias e, aos poucos, alguns dos peixes que ficarão em cada tanque. À medida que os peixes vão liberando matéria orgânica, as bactérias vão fazendo a decomposição. Assim vai se construindo o equilíbrio do ambiente. Os ingressos custarão R$ 80.

Com previsão para inauguração do Aquário do Pantanal para o final de 2014, 80% dos peixes adquiridos morreram. Cerca de 10 mil animais aquáticos que estavam em quarentena, período para poderem serem inseridos no aquário, foram a óbito, principalmente das espécies amazônicas como as arraias, tetras e piabas. Estavam em quarentena 12,5 mil exemplares de 131 espécies de peixes de água doce, sendo que 68% de espécies eram pantaneiras, retiradas dos municípios de Corumbá, Jaraguari, Miranda, Bonito, Nioaque, Piraputanga, Coxim e Aquidauana, 13% da bacia Amazônica, 8% da África, 4% Oceania e 7% da Ásia.

A captura, manejo e armazenamento das espécies é alvo de investigação do MPE-MS (Ministério Público Estadual). Inquérito conduzido pela promotora Luz Marina Borges Maciel Pinheiro, da 26ª Promotoria de Justiça do MPE, investiga irregularidades no tratamento dos animais e nas licenças ambientais.

Veja também