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Estudantes transmitem amor em cartões coloridos e levam sorrisos a mães com filhos em hospitais

Palavras de carinho criam corrente de positividade para crianças e jovens internados ou que passam por tratamento de câncer em Campo Grande

15 MAI 2017
Amanda Amaral
14h30min
Foto: Arquivo Pessoal

Na filosofia de se fazer o bem e não ver a quem, 944 jovens entre 14 e 19 anos passaram as últimas semanas que antecederam o Dia das Mães escrevendo e decorando cartões para homenagear alguém que não faz parte de suas famílias. De mão em mão, alunos do Cebrac (Centro Brasileiros de Cursos), entregaram as palavras de carinho a mães que passam a data sem a companhia dos filhos em casa, mas sim em hospitais de Campo Grande onde realizam tratamento contra o câncer ou estão internados por outro motivo.

A cada dia de aula, foi disponibilizada uma hora inteira para a elaboração dos cartões, feitos em papéis coloridos, com desenhos, glitter, estrelas e o que a criatividade mandar. Milhares deles foram entregues às mães em horários de visita na pediatria da Santa Casa e oitavo andar do Hospital Regional, onde também fizeram um 'dia de beleza', pintando unhas das crianças.

A ideia surgiu da professora de desenvolvimento pessoal Danielle Rocha, que há anos é envolvida com projetos sociais, como o ‘Amigos da Fabi’, após passar por uma perda de alguém muito próximo. Ela explica que trouxe a iniciativa por entender que o exercitar conceito de empatia nos adolescentes ajuda, e muito, na formação para a sociedade.

“Por mais que seja um contato doloroso, ver o momento difícil pelo qual alguém passa nos ajuda a exercitar a empatia. Essas mães talvez precisem bastante apenas de uma palavra de apoio, um abraço, um desejo de bem sincero vindo de outra pessoa”, diz.

Professora auxilia na elaboração das mensagens. (Foto:Wesley Ortiz)

Colocar o sentimento no papel resulta em histórias que emocionam, como conta a coordenadora pedagógica da unidade. “Teve um aluno que nos contou que nunca havia se sentido a vontade para expor o que sentia, ainda mais nesta data, já que nunca teve esse contato íntimo com a própria mãe. Aquele foi seu primeiro cartão e ele conseguiu transpor seu momento de fragilidade, então considero isso já como um bom fruto da iniciativa”, diz.

(Foto:Wesley Ortiz)

Realmente, não é só quem é homenageado quem se envolve com o coração. O jovem Mateus Vitor Oliveira, de 17 anos, conta que já visitou hospitais e realizou apresentações musicais para pacientes, mas que dessa vez a experiência é diferente. “Para a minha mãe, gosto de proporcionar o melhor dia possível, um bom presente, um bom almoço. Mas quando o bem é para quem a gente não conhece, parece ainda mais recompensador”.

O mesmo pensa a estudante Brenda Duarte, de 19 anos, que, em poucas palavras, define o que leva da experiência. “Transmitir esperança e amor é o que vale, mas o dia das mães é todo dia”.

(Foto:Wesley Ortiz)

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