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Agentes do CCZ reclamam de corte de gratificação e falta de informações da Prefeitura

Os agentes de endemias estão enfrentando dificuldade

15 FEV 2017
Liziane Berrocal
17h20min

Os agentes de endemias estão enfrentando dificuldades. Depois de idas e vindas, salários atrasados, agora mais um baque comprometeu o orçamento da categoria. O motivo é o corte na produtividade. 

“Não recebemos e buscamos informações, porém não nos passaram, ninguém fala nada e o dinheiro faz falta, já que é uma grande diferença no orçamento, em especial depois de passarmos tantos perrengues com a prefeitura”, comenta uma agente que pediu para não ter o nome divulgado.

Os holerites enviados a reportagem mostram que o corte realmente aconteceu. “Eu tenho um filho que toma leite especial, há outros que usam para pagar a escolhinha do filho porque não consegue vaga no Ceinf, cada um precisa e muito desse dinheiro”, conta outro agente.  Os profissionais são lotados no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e responsáveis pelo controle de doenças como a dengue. 

Benefício era de R$ 300

Prefeitura diz que vai dialogar mais e benefício será pago em dobro no próximo mês

Por meio de nota, a Prefeitura confirmou que o corte foi feito, justificando que assim como os agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de saúde pública (ASP), eram lotados na Agesau (Agência Municipal de Prestação de Serviços à Saúde), que foi extinta no fim do ano, e precisaram ser remanejados e passaram a compor o quadro da Secretaria Municipal de Saúde, sendo responsabilidade da mesma.

Segundo a Prefeitura, devido ao processo, a produtividade paga a eles, que era de responsabilidade da Agesau, não estava provisionada. “Portanto, tais servidores receberam somente uma quantia parcial referente a produtividade SUS. A atual gestão já tomou medidas para regularizar esta situação autorizando o pagamento da produtividade em atraso. Os servidores deverão receber o beneficio em março com o pagamento retroativo a fevereiro, ou seja, irão receber em dobro. É preciso frisar que não houve corte do beneficio e este "atraso" é devido a questões burocráticas e administrativas”, apontou a nota enviada pela assessoria.

Sobre a falta de informações, a Prefeitura ressaltou que a “Secretaria Municipal de Saúde, inclusive, tem estreitado o diálogo com as categorias para esclarecer todas estas questões provocadas por esta troca de gestão”. 

 

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