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Alexandre de Moraes defende leis mais duras contra crime organizado

As declarações foram dadas poucas horas depois de ter negado um pedido da Defensoria Pública da União

5 OUT 2017
Da redação / Agência Brasil
09h29min
Foto: Reprodução / OGlobo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu ontem (4) que o Congresso aprove uma legislação mais rigorosa contra o crime organizado. Ele disse ter pedido diretamente ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que avance em projetos sobre o tema.

“O Brasil há muito tempo precisa de uma legislação mais forte em relação à criminalidade organizado, de um acordo maior entre a União, estados e municípios no combate da criminalidade organizada, dentro e fora dos presídios”, defendeu o ministro. “O país deve finalmente tomar uma opção, uma orientação. Deve haver uma legislação diferenciada e dura contra a criminalidade organizada.”

As declarações foram dadas poucas horas depois de ter negado um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para que todos os presos há mais de dois anos em penitenciárias federais fossem devolvidos a seus estados de origem.

“Eu tive a oportunidade, inclusive, em virtude desse caso, de conversar com o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia. Conversei com ele sobre a necessidade de aprovação de projetos que correm sobre o tema na Câmara dos Deputados, para que nós possamos dar instrumentos melhores para a polícia e o Poder Judiciário, não só de investigação, mas também de cumprimento de pena”.

Alexandre de Moraes argumentou não ser possível combater o crime organizado com uma legislação de 1941, como é o Código de Processo Penal (CPP), época em que a criminalidade organizada sequer existia propriamente no Brasil, segundo ele. “É preciso avançar”, afirmou.

Sobre o pedido da DPU, feito dentro de um habeas corpus coletivo, Alexandre de Moraes disse que a ação se equivocou ao querer colocar prazo para a permanência de presos em penitenciárias federais, pois tal limite de tempo não está expresso na lei. Ele disse ainda ser preciso levar em conta a periculosidade dos detentos.

“Não é possível querer tratar presos por furto, presos por estelionato, da mesma forma que líderes de organizações criminosas”, disse. “Nós sabemos que é de dentro dos presídios que esses chefões de facções ficam liderando o crime. De dentro do presídio federal eles não fazem isso, não vão fazer e vão continuar lá até quando a Justiça entender ser necessário para garantir a segurança da sociedade.”

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