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Fies vai ter pelo menos o mesmo nº de vagas novas que em 2016, diz ministro

Em visita ao Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro, ele afirmou que o total do ano passado chegou a 220 mil contratos de financiamento de cursos de graduação em universidades e faculdades particulares

13 JAN 2017
G1
17h43min

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou, na tarde desta sexta-feira (13), que o governo federal deve abrir , para 2017, pelo menos o mesmo número de vagas novas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) de 2016. Em visita ao Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro, ele afirmou que o total do ano passado chegou a 220 mil contratos de financiamento de cursos de graduação em universidades e faculdades particulares.

"Estão assegurados os financiamentos para o primeiro semestre de 2017", afirmou ele, que descartou a possibilidade de descontinuidade da abertura de vagas. Essa é a primeira vez que o governo federal deu um indicativo de quantas vagas poderão ser abertas no programa, que atualmente financia cursos de graduação a cerca de 1,5 milhão de estudantes.

"Nós pegamos o ano passado com 125 mil contratos e sequer havia garantia e nós elevamos a oferta para mais de 220 mil contratos em 2016. Neste ano nós teremos no minimo a repetição do ano passado. Eu quero crescer, mas não posso afirmar quanto".

O ministro disse que serão levados em conta os fatores relativos à sustentabilidade do programa. "Não quero dizer que não tenha necessidade de aprimoramento no programa de financiamento." Ele citou a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), mas disse que o MEC não vai impedir que novos estudantes tenham acesso aos contratos e os antigos sejam renovados.

"Zero de preocupação", disse Mendonça Filho sobre a auditoria.

Nota do Enem 2016 pode sair no dia 18

O ministro visitou o Impa para falar com o presidente do instituto, Marcelo Viana, sobre a obra de expansão do Impa, que ainda está em fase de licenciamento ambiental, e deve ser concluída em 2021. Mas, em entrevista a jornalistas, ele também disse que pediu ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a antecipação da divulgação das notas da edição 2016 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Inicialmente, a consulta individual dos candidatos à nota do exame, pela internet, está marcada para a próxima quinta-feira (19). Porém, Mendonça Filho afirmou que quer que essa consulta seja liberada na quarta-feira (18).

Procurado pelo G1, o Inep afirmou que ainda não sabe se haverá tempo hábil para antecipar em um dia a consulta, por causa da necessidade de carregamento de dados das provas de milhões de candidatos ao sistema on-line.

Enem 2017 poderá mudar

Mendonça Filho também voltou a dizer que vai abrir uma consulta pública para que a sociedade opine sobre possíveis mudanças na edição 2017 do Enem. As mudanças ainda não foram definidas, mas, segundo o ministro, a consulta pública será aberta na próxima quarta (18).

O Inep afirmou ao G1 que ainda não há informações sobre por quanto tempo a consulta ficará no ar, mas que a portaria definindo as regras da consulta pública será divulgada na edição do dia 18 do "Diário Oficial da União".

Crise na Uerj

A crise financeira na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), reflexo da situação financeira do governo do Rio, também virou tema na entrevista. Perguntado sobre a sugestão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, de federalizar a Uerj, e passá-la à responsabilidade do governo federal, Mendonça Filho disse que desconhecia a proposta.

"Eu acho que seria uma coisa precipitada qualquer informação nessa direção. Eu estou tomando conhecimento nesse momento. Você tem aspectos legais, constitucionias, federativos muito relevantes. Você tem um momento de dificuldade fiscal que não é exclusivamente do Rio de Janeiro. Muitos estados da federação vivem esse mesmo contexto e a gente vive muitas vezes o efeito espelho", afirmou o ministro.

Neste mês, a Reitoria da Uerj afirmou que a grave crise que afeta o estado pode causar o fechamento da faculdade. De acordo com a reitoria, é necessário efetuar o pagamento dos servidores e liberar recursos para que a instituição possa funcionar.

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