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Maior doador desta eleição ajuda a eleger 24 candidatos de 10 partidos diferentes

Empresário doou R$ 7 milhões para 53 candidatos (45,3% foram eleitos) e 7 diretórios de partidos

12 OUT 2018
G1
15h01min
Foto: Reprodução / LinkedIn

O empresário Rubens Ometto ocupa o 1º lugar no ranking de doadores nestas eleições. Ometto repassou R$ 7 milhões a 53 candidatos de 14 partidos diferentes. Desse grupo, 24 candidatos de 10 siglas conseguiram se eleger – o equivalente a 45,3%. Segundo a revista Forbes, a fortuna de Ometto é de US$ 1,4 bilhão (ou R$ 5,2 bilhões). Atualmente, o empresário exerce a presidência do Conselho de Administração da Cosan, empresa com negócios nos segmentos de energia, gás e logística.

O 2º colocado no ranking de doadores (Nevaldo Rocha, fundador do Grupo Guararapes) doou menos da metade do montante transferido por Rubens Ometto – R$ 3,2 milhões.

O candidato que mais recebeu dinheiro de Ometto foi o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), que renovou o mandato para mais quatro anos na Câmara dos Deputados. Ele recebeu R$ 250 mil do bilionário – o equivalente a 10,88% do total da receita da candidatura.

Entre os principais candidatos beneficiários do maior doador destas eleições, apenas dois candidatos não tiveram sucesso nas urnas. São eles: o ex-presidente da Alesp, deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP), e o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

Ao G1, o empresário diz que escolheu candidatos já com experiência e que se posicionaram a favor da “livre iniciativa”. Ele afirma ainda que um dos seus critérios foi doar para candidatos ligados ao espectro político da direita e que sejam a favor das reformas previdenciária, política e tributária. “Penso apenas no bem do país, em ajudar o futuro presidente e em apoiar as reformas que precisam ser feitas”, acrescenta Ometto.

O empresário admite que alguns dos candidatos que receberam as doações “podem ter cometido algum erro”, mas reforça que seus repasses são legais e seguem a lei. O fundador da Cosan defende ainda a permanência da proibição das doações de empresas porque “antigamente isso estava errado e exagerado”.

Pela primeira vez, as doações de empresas estão proibidas nas eleições para deputado, senador, governador e presidente. Em nota, a assessoria de imprensa da Cosan diz que as doações eleitorais "foram realizadas em caráter pessoal".

Candidatos eleitos

O resultado das urnas pode ter sido decepcionante para os deputados que não conseguiram se reeleger. Ou para os reeleitos que tiveram menos votos do que em 2014. Mas o empresário Rubens Ometto acertou mais da metade de suas apostas para as eleições deste ano.

Um dos premiados com a doação de Ometto foi o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cotado para ministro-chefe da Casa Civil num eventual governo de Jair Bolsonaro. Onyx recebeu R$ 200 mil do empresário. Outros seis nomes também conseguiram R$ 200 mil do empresário.

O líder do ranking de doações selecionou, principalmente, nomes de candidatos que já estão na política e que, em alguns casos, já foram até ministros do governo Michel Temer. Entre eles, os ex-ministros Ronaldo Nogueira (PTB-RS), Bruno Araújo (PSDB-PE), Fernando Filho (DEM-PE) e Ricardo Barros (PP-PR). Nogueira e Araújo não se elegeram.

Dos 53 candidatos que receberam as doações, 11 são filiados ao DEM e outros 11, ao PSDB. Sete candidaturas de MDB e sete do PP também receberam repasses de Ometto. Houve também doações a candidatos do Avante (1), PPS (2), PR (2), PSB (2), PSD (2), PSL (1), PTB (2), PV (1), PDT (1) e até PT (3), apesar de ele se dizer “contra a esquerda”.

Ao menos 41 dos 53 candidatos (77,4%) que receberam os repasses do bilionário já estão na política e exercem mandato atualmente. A maior parcela desse grupo concorreu à reeleição de deputado federal e disputou a corrida em São Paulo.

Além dos principais beneficiários, que receberam a partir de R$ 150 mil em doações de Ometto, outros 16 candidatos foram eleitos.

Diretórios partidários

Ometto também destinou dinheiro a diretórios nacionais (MDB e PSDB), a diretórios estaduais (MDB, PTB, PP e PSB) e ao diretório municipal do MDB em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. As doações aos órgãos partidários somam R$ 1,5 milhão.

MDB - Nacional: R$ 400 mil

PSDB - Nacional: R$ 300 mil

PTB - São Paulo: R$ 200 mil

PP - Piauí: R$ 200 mil

PSB - São Paulo: R$ 200 mil

MDB - Rio de Janeiro: R$ 100 mil

MDB - Jaraguá do Sul (SC): R$ 100 mil

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