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Migração paraguaia diz que 70% dos estudantes medicina brasileiros estão ilegais

Mensalidade das universidades particulares no país vizinho é o principal atrativo

8 OUT 2017
Thiago de Souza
11h06min
Estudantes teriam de fazer registro permanente Foto: Porã News

O serviço de migração do Paraguai diz que 70% dos brasileiros que estudam medicina no país estão ilegais. A maior concentração desse grupo fica em Ciudad Del Este.

A informação foi divulgada pelo jornal Ultima Hora, um dos maiores em circulação no território paraguaio.

Os estudantes, aponta a publicação, entram no país como turistas, mas deveriam processar o certificado de residência permanente.

Conforme o divulgado, uma fonte da DGM (Direção Geral de Migração) revela que, apenas em uma universidade onde há três mil alunos matriculados, apenas 800 estão de forma regular.

O departamento diz que o principal problema é que as próprias universidades não passam uma lista atualizada dos alunos que têm em suas salas de aula. Então o DGM e visita as universidades anualmente para aconselhá-las, no sentido de que os alunos devem obrigatoriamente ter a documentação exigida pela legislação para estrangeiros.

Conforme o Conesul News reproduziu, estima-se que, no início de cada semestre, cerca de 10 mil estudantes se matriculem nas universidades privadas de Ciudad del Este e Presidente Franco, mas que ao longo dos meses muitos deixam as corridas por vários motivos.

A Resolução 6097, do Ministério da Educação e Ciência  estabelece que “para o registro de graduaçãoe pós-graduação, os estudantes estrangeiros devem cumprir as leis nacionais de imigração antes de iniciar os procedimentos relevantes”.

Por sua vez, a Lei nº 978/96 sobre Migrações, no seu artigo 25, parágrafo 3), afirma que os estudantes temporários serão considerados “estudantes que entram no país para estudar estudos secundários, de ensino superior ou de pós-graduação em estabelecimentos oficialmente ou oficialmente reconhecido “.

De acordo com os regulamentos, os estudantes estrangeiros residentes no país e não residentes no Paraguai, mas estudando em instituições do nosso território, devem ter pelo menos uma residência temporária para receber seus diplomas.

Custo atrativo

Em uma das universidades, apenas no primeiro ano do curso são 5 estudantes provenientes de Salvador (BA). O jovem Rodrigo Santos de Lima decidiu ir ao Paraguai para estudar.

“Há uma diferença de 80% no custo de vida para estudar na minha cidade e no Paraguai. É a carreira que eu sempre sonhei e essa foi uma das razões que me empurraram para deixar minha família e se aventurar em um país estrangeiro”, relatou.

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