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Turine destaca mais transparência e promete modernizar processos na UFMS

Novo reitor diz que o trabalho da universidade ainda é feito através de processos físicos

26 NOV 2016
Dany Nascimento
15h15min
Foto: André de Abreu

Com menos de 20 dias à frente da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o reitor Marcelo Turine afirmou que está tomando conhecimento dos assuntos administrativos do local, com objetivo de não perder investimentos na área de educação.

"Ainda não completou nem 20 dias que assumimos a gestão. A primeira fase é em relação aos pró-reitores, que são os nossos líderes das pastas, que estão fazendo o diagnóstico de cada área para tomar algumas decisões e encaminhamentos de final do ano. O que estamos agilizando neste momento são as questões administrativas e financeiras porque o MEC recolhe todo o recurso que não está empenhado, não podemos perder investimento para a área de educação da nossa universidade, então ficamos corridos por conta dessa questão, diante dos projetos em desenvolvimento da universidade com a questão administrativa financeira para poder empenhar, esse é um ponto importante que nossos pró-reitores estão alocados", diz Marcelo.

O novo reitor confirma que fará um choque de gestão, para que a universidade seja reconhecida com mais agilidade e transparência. "O segundo ponto é a questão do choque de gestão, temos que fazer para dar mais agilidade, transparência na universidade, esse é um projeto prioritário imediato, choque de gestão e planejamento estratégico para definir as prioridades institucionais, priorizando o que os professores, técnicos e alunos tenham interesse".

A grande preocupação do novo reitor está voltada para a questão tecnológica, já que a universidade ainda trabalha com processos físicos. "Já estamos assinando com ministério do planejamento para fazer toda parte on-line de processos digitais que hoje não tem, é tudo físico, a logística administrativa não funciona de forma digital, estamos em 11 unidades, tem processo que vem de Corumbá para cá para dar um despacho, não usa a tecnologia para dar dinâmica, queremos dar uma agilidade, com transparência no processo".

Turine garante que haverá otimização de recursos e explica que uma análise de contratos da universidade está sendo executada. "Vamos otimizar nossos recursos para aplicar na questão do ensino da pesquisa, é um ponto muito importante. Teremos a análise de todos os contratos da universidade para otimizar em torno de 20% cada um dos contratos, tendo em vista que houve um corte de 15% do custeio e temos de alguma forma que se manter com o recurso que nós temos. A revisão dos contratos junto as universidades é delegação dos pró-reitores, eles analisam cada contrato".

Questionado sobre o diferencial da gestão Turine, Marcelo aponta a intenção de administrar ouvindo os estudantes. "Outro ponto importante são os nossos jovens, temos que ouvir os estudantes, para isso vamos criar pró-reitoria específica de assunto estudantis, Ana Rita está conversando com todos os alunos, com movimentos estudantis para ver demandas, as necessidades. A ouvidoria já está instalada na reitoria junto com a comissão de ética pública institucional, para realmente fazer a gestão das demandas institucionais, não adianta falar e não escutar".

Para Marcelo, a grande dificuldade nos primeiros dias de gestão ocorre no mapeamento de processos. "A maior dificuldade é em relação ao mapeamento de processos, a logística do fluxo da gestão, temos uma rotina operacional muito grande, que as pessoas não sabem ainda as competências de cada uma e esse fluxo não está claro, então queremos o mapeamento de fluxo. Outra é a questão da crise que estamos vivenciando no Brasil, a questão da PEC 55, questão da reforma do ensino médio que influencia na política da universidade. A situação está complexa, somos contra a PEC 55 que traz prejuízo grande para a educação. Temos que reavaliar e buscar uma reforma mais saudável para a educação".

Marcelo Turine assumi a UFMS no dia 8 de novembro, após nomeação publicada em Diário Oficial pelo presidente Michel Temer (PMDB), no mês de outubro. O novo gestor fica no cargo até o ano de 2020, podendo disputar reeleição.

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