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Zezé Di Camargo fala sobre política brasileira e deseja a volta do militarismo

'Eu vou falar um absurdo aqui para você, vão me criticar, jornalistas vão falar de mim, achar que sou um maluco', dispara o cantor

12 SET 2017
TV Foco
08h33min
Foto: Reprodução

O sertanejo Zezé Di Camargo foi convidado pela jornalista Leda Nagle para falar sobre política em seu canal no Youtube e o artista deu opiniões polêmicas sobre o atual cenário brasileiro.

Na conversa, Zezé revelou que já foi convidado para se tornar um político: “Me considero um cara bem politizado, mas não me imagino sendo um político. Já tive convite, já conversei com alguns políticos, mas quero ser politizado para exercer meus diretos e deveres como cidadão, não para exercer isso”, contou.

Sobre a solução para a política brasileira, ele surpreendeu com a opinião: “Eu vou falar um absurdo aqui para você, vão me criticar, jornalistas vão falar de mim, achar que sou um maluco. Você sabe que o momento em que a gente vive hoje no Brasil. O Brasil lutou muito pela democracia, a emenda Dante de Oliveira, artistas em cima do palco… Mas eu fico com pena de como os nossos políticos usaram aquela liberdade que nós conquistamos, que era sair do militarismo. Muita gente confunde militarismo com ditadura. Nós não vivíamos numa ditadura, nós vivíamos num militarismo vigiado. Ditadura é a Venezuela, Cuba com Fidel Castro, Hungria, Coreia do Norte, China, esses são realmente ditadores. O próprio Chile, com Pinochet, e a Argentina, um pouco. O Brasil nunca chegou a ser uma ditadura daquelas que ou você está a favor ou você está morto”, argumentou.

A jornalista contra-argumentou e disse que na época ocorreram diversos conflitos e prisões: “Mas não chegou a ser tão sangrenta, tão violenta, como a gente vive até hoje, no mundo de hoje”, afirmou o artista. “Não dá pra acreditar que muita gente ainda acredita que uma ditadura vai dar certo. Mas eu acho, eu acredito, as pessoas vão me achar maluco, não quero isso jamais pro Brasil, mas eu imagino que o Brasil hoje precisaria passar por uma depuração. O Brasil até podia pensar no militarismo para reorganizar a coisa e ‘entregar’ de novo. Limpamos essa corja, toma aqui o Brasil democrático”, completou.

 

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