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Referência no direito criminal, Ricardo Trad deixa legado importante para o meio jurídico no país

Advogado era conhecido por apresentações brilhantes

12 FEV 2017
Thiago de Souza
07h00min
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semana do transito

Com a morte do advogado Ricardo Trad, aos 74 anos, Mato Grosso do Sul perde um de seus maiores expoentes do direito criminal. Formado no Rio de Janeiro em 1968, o criminalista fez carreira brilhante nos tribunais do Estado e em seus mais de 40 anos de atuação, contribuiu de forma intensa para a área jurídica no país.

Trad, filho do ex-cônsul do Líbano em MS, passou oito dias internato no Proncor, em Campo Grande, e a causa da morte foi um aneurisma na aorta abdominal. Ele era irmão do ex-deputado federal por Mato Grosso do Sul, Nelson Trad.   

Para a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), as apresentações de Ricardo nos tribunais eram 'magistrais'. Trad se empenhou em casos de grande repercussão no país, entre eles o que ele usou cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier para conseguir a absolvição de um réu acusado de assassinar a esposa. 

Em Mato Grosso do Sul, também defendeu réus em processos marcados por grande comoção popular, como o do menino Rogerinho, que foi assassinado em uma briga de trânsito, em outubro de 2013, em Campo Grande.  

A perda do advogado 'astuto e perspicaz' para o meio jurídico só não foi maior do que a familiar. Na despedida do pai, os cinco filhos, também advogados, destacaram o amor incondicional que o pai tinha por eles, que lhes serviu de fonte de inspiração afetiva, moral e profissional. ''Ele fazia tudo que podia pelos filhos, mesmo quando não podia fazer. Ele foi um pai para amigos, clientes e funcionários”, relembrou o advogado José Belga Trad. 

Também conceituado no ramo jurídico, o advogado Fábio Trad, sobrinho de Ricardo, disse que a perda é irreparável. ”Eu perco um professor, um amigo, um colega e o tio. Ele era um advogado por excelência”. Seu irmão, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, que também é advogado, lamentou a perda, dizendo que o tio também lhe serviu de inspiração. 

''Ele influenciou a seguir a carreira de advogado e sempre foi um homem afável, atencioso, dedicado à família e profissão. "Não vi um tribuno melhor do que ele, no meu primeiro júri meu tio estava ao meu lado", lembrou o prefeito.

 

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