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Assassino de douradense no Paraguai é suspeito de ter matado mais 11 pessoas

'Nego Jackson' está entre os líderes de uma facção criminosa em Porto Alegre

14 JAN 2017
Thiago de Souza
08h39min
'Nego Jackson' teria matado outras 11 pessoas Foto: Dourados News

Jackson Peixoto Rodrigues, conhecido como 'Nego Jackson', apontado como participante no assassinato da douradense Milena Soares Bandeira,23, e o namorado dela, Paulo Jaques, no dia 2 de janeiro, em Assunção, tem nada menos do que 11 mandados de prisão, todos por homicídios. 

'Nego Jackson' foi preso na noite desta quinta-feira (12), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai e segundo a imprensa gaúcha é o criminoso mais procurado no Estado do Rio Grande do Sul. No momento da prisão, ele utilizava o nome de Gabriel Ferreira Santos. 

Autor de diversos homicídios, Nego Jackson é apontado como um dos principais líderes de uma facção criminosa de Porto Alegre. Ele teria arregimentado facções menores para montar um dos maiores grupos criminosos da capital gaúcha. 

Além de Nego Jackson, foram presos Leandro Lucas de Oliveira dos Santos, Janderson Luis Sequeira e Peterson Lucas Cacenote de Souza.

A Polícia Civil mantém contato com a corporação do Paraguai desde o início do ano passado. Um dos alvos preso por meio da troca de informações foi o então foragido José Dalvani Nunes Rodrigues, conhecido como ‘Minhoca’.

Ele foi preso em agosto do ano passado em Ciudad Del Este e era procurado por tráfico de drogas e homicídios. Ele é apontado um dos líderes da facção rival de Nego Jackson.

Segundo o Dourados News, no material consta ainda, que na casa onde Nego Jackson foi preso, a polícia apreendeu armas e munições. Ele estava com documento de identidade falso. A polícia gaúcha avalia a possibilidade de trazê-lo para o Brasil.

O crime

Na tarde do dia 2 de janeiro deste ano, Paulo e Milena transitavam pelo Bairro República, em Assunção, quando foram cercados por pistoleiros a bordo de uma caminhonete.

O crime ocorreu por volta das 13h, no cruzamento das ruas Dionisio Jara e Tenente Lilio Cantalupi. Paulo foi atingido por pelo menos 30 disparos de fuzil, enquanto a douradense acabou baleada na cabeça. Ambos morreram no local. Os dois mortos mais uma outra pessoa estavam na capital paraguaia para visitar parentes e passar as festas de final de ano. 

 

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