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Dinheiro e vale combustível comprariam votos no interior, aponta MPE e Polícia Civil

Candidato a vereador em Taquarussu foi flagrado com material suspeito na véspera da eleição

5 OUT 2016
Thiago de Souza
17h44min

O MPE (Ministério Público Eleitoral) em ação conjunta com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) desencadearam, dias antes da eleição desse domingo (2), operação Entrada Livre e Bomba Alerta, para coibir crimes eleitorais, entre eles compra de votos. 

Em Taquarussu, as autoridades receberam denúncia e passaram a acompanhar um candidato a vereador. Com mandados de busca e apreensão, na residência, comércio e local de trabalho do suspeito, policiais e promotores apreenderam listas de eleitores e dezenas de convites de um show sertanejo, além de R$ 1,9 mil em espécie, que seria utilizado para comprar eleitores. Daí o nome da operação 'Entrada Livre''.  Conforme o Jornal da Nova, o caso do suposto crime eleitoral tramita no Ministério Público Eleitoral, na 5ª Zona Eleitoral, em sigilo. 


(entradas para show sertanejo seria usada para comprar voto - Foto: Jornal da Nova) 

A operação “Bomba Aberta” foi deflagrada em Nova Casa Verde, também pelo Ministério Público Eleitoral atuante na 5ª Zona Eleitoral.  A ação descobriu suposto esquema de compra de votos por parte de candidato a vereador no Município de Nova Andradina em conluio com um proprietário de posto de combustíveis localizado em Nova Casa Verde.

Após denúncias de que eleitores daquele distrito estariam abastecendo seus veículos, em um posto às margens da BR-267, o MPE conseguiu mandados de busca e apreensão e no dia da eleição apreendeu notas e recibos de abastecimento em nome de candidato a vereador, assinados por pessoas diversas, planilhas que apontavam gastos elevados do mesmo candidato nas semanas anteriores e tíquetes que seriam utilizados como moeda de troca para abastecimento.  


(Dinheiro, segundo MPE, compraria o voto de eleitores na região. Foto: Jornal da Nova)

Ainda segundo o Jornal da Nova, a apuração do suposto crime eleitoral segue em tramitação na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, em sigilo.

Em ambas as operações, caso comprovadas a prática do crime eleitoral e a captação ilícita de sufrágio, os envolvidos, entre eles os próprios candidatos, poderão ser condenados a pena de reclusão de até quatro anos.
 
Já os candidatos, caso tenham sido eleitos, podem ter seus diplomas cassados, o que significa a perda do direito de assumirem seus mandatos eletivos a partir de 1º de janeiro de 2017.

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