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Em conversa sobre pedofilia, pais descobrem que filha de 10 anos era abusada por tio em MS

Servidor público municipal é o suspeito e mais quatro vítimas o denunciaram

5 DEZ 2017
Thiago de Souza
16h25min
Criança relatou pelo menos três ataques do suspeito Foto: Internet - Mamãe Sortuda

A família de uma menina de dez anos descobriu que a filha era abusada sexualmente por um servidor público municipal, que é tio dela, em Glória de Dourados. O caso veio à tona, quando os pais conversavam  normalmente sobre pedofilia, e perceberam que a menina teve uma reação de repulsa ao ouvir sobre o tema.

Conforme os pais da criança, a conversa ocorreu há dois meses. Ao ouvir as palavras pedofilia e abuso sexual infantil, a menina questionou qual a diferença entre as duas coisas. De forma lúdica, para a criança entender, a mãe disse que havia dois tipos de toque: um de carinho e outro de carícia, e que este último não era para acontecer.  

“A gente falou para ela que iria fazer uma brincadeira. Então minha esposa fingiu estar passando protetor solar nela de um jeito normal e perguntou se ela sentia algo, e ela disse que não. Em seguida ela passou o protetor de uma forma mais lenta, como uma carícia e pegou na perna da nossa filha, que relatou sentir cócegas, mas recuou com cara de assustada'', relembrou o pai.  

Nesse momento, a mãe falou que ela não podia deixar que ninguém fizesse essas cócegas nela, nem eu, nem os avós, nem a mãe, nem tios, ninguém. Então ela começou a chorar”, detalhou o pai, de 31 anos.

Diante da situação, pai e mãe questionaram se isso já havia ocorrido com ela. Assustada, a filha disse que sim e contou que o sujeito seria o marido da irmã de sua avó, ou seja, uma pessoa de confiança, que inclusive a buscava na escola.

“Ela ficava na hora do almoço na casa deles, que na verdade é casa da avó do meu marido. Ele era de confiança, às vezes pegava ela na escola antes de eu chegar do serviço, nunca que iríamos imaginar uma coisa dessas”, contou a mãe.

O primeiro abuso teria ocorrido há dois anos, na casa do suspeito, onde estava toda a família. No entanto, o momento do assédio ocorria quando os dois estavam sozinhos na sala e o homem passou a mão em sua perna, colocando-a sobre a sua genitália, por cima da calcinha.

A segunda vez teria acontecido quando ele foi buscar ela na escola. A menina relatou que sentou no banco da frente e no caminho o suspeito ficou acariciando-a. Assustada,  a menina passou a sentar no banco de trás. Ele chegou a pedir para ela voltar para a frente, para que ele pudesse fazer 'coceirinhas' nela.  

A criança contou que não falou nada para os pais, pois o homem teria dito que se o fizesse, toda a família iriam ficar bravos com ela. Laudo feito por uma psicóloga atesta veracidade dos fatos ditos pela vítima, conforme narrou o Porã News.

A mulher e as filhas do suspeito, no entanto, não acreditam na versão dada pela vítima e justificam a suspeita com a “liberdade” que a mãe dá à filha ao conversar sobre o assunto.

Mais vítimas

A notícia dos abusos se espalhou por Glória de Dourados. A partir daí surgiram novas denúncias contra o homem, de 53 anos, vindas de mulheres da família dele.

Uma das vítimas, contou que em 2007, quando tinha 20 anos, foi surpreendida pelo suspeito, que lhe abordou com as calças abaixadas.  

''Eu perguntei o que era aquilo e ele disse para eu pegar nele, que eu iria gostar e não ia me arrepender, falando também para eu ficar tranquila que ninguém iria ficar sabendo, foi quando eu corri e sai de casa”, descreveu a mulher, que não será identificada.

Uma outra sobrinha também relatou o abuso, mas não denunciou, pois está no Japão. No mesmo dia do assédio, a jovem tentou conversar com a tia, esposa do suspeito, mas por surpresa foi atacada pela parente.

“Eu contei e ela me xingou de vagabunda, como se eu tivesse me insinuado e dado em cima dele, ligou até para a minha mãe falando que eu estava tentando destruir a família deles.

Além dela, outra prima ficou sabendo dos casos e também se pronunciou, morando atualmente no Japão, a mulher não denunciou o caso oficialmente na Justiça, mas relatou a toda família que quando tinha aproximadamente 14 anos, o homem a levou para um rio e colocou a mão sobre sua vagina dizendo que estava esquentando.

“Até agora, eu e mais duas primas relatamos o abuso, mas tem suspeita de outros casos na cidade, estamos nos unindo e juntando forças para denunciar”, concluiu. Além das sobrinhas, o homem também teria assediado as mulheres de outros familiares, que ainda não relataram o caso à polícia.

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