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Falsa advogada deu prejuízo de R$ 600 mil em cinco anos de golpes contra indígenas no MS

Mulher foi presa pela PF em Ponta Porã com farta documentação das vítimas

14 JUN 2017
Thiago de Souza
19h42min
Falsa advogada tinha documentos de índios em casa Foto: Divulgação PF

 

A falsa advogada, que não teve a identidade revelada até o momento, lucrou cerca de R$ 600 mil durante os cinco anos que aplicou golpe contra indígenas, principalmente contra membros da etinia Kaiowá, em pelo menos sete cidades do sul do Estado.
Na manhã desta quarta-feira (14), a mulher foi presa pela Polícia Federal na casa dela, em Ponta Porã. No local, os agentes encontraram farta documentação de indígenas de diversas etnias.

O golpe

A estelionatária começou a agir, segundo o delegado Felipe Viana Menezes, que conduz as investigações em Ponta Porã, em 2012, em aldeias de Bonito e Aquidauana. Ela, diz a PF, ia até as aldeias e dizia às vítimas que iria retirar documentos para que eles tivessem acesso a benefícios.

Conforme a investigação, ela levava os índios até um cartório e fazia o registro civil. Com isso, documentos originais eram produzidos com nomes falsos e assim ela conseguia dar entrada nos benefícios do INSS e empréstimos consignados.  

Segundo o delegado, os documentos originais de identidade encontrados na residência dela, ficavam retidos para garantir que somente ela fizesse o saque dos valores.

A suspeita ainda não foi ouvida e a PF acredita que ela sobrevivia dos golpes que aplicava. Nenhum documento, verdadeiro ou falso, que comprovasse a formação em advocacia da mulher foi encontrado, mas os policiais apreenderam uma tabela de honorários da OAB que segundo relatos, sempre estava com a falsa advogada.

A operação

A operação foi denominada Raposa Kaiowá, em alusão “à característica traiçoeira e oportunista das raposas na captura de suas vítimas, a qual se assemelha à astúcia utilizada pela falsa advogada no trato com indígenas”. O nome ainda remete à Operação Coiote Kaiowá, deflagrada em 2015, no município de Amambai.

As açõe foram realizada pela Delegacia da PF de Ponta Porã, em conjunto com a Coinp (Coordenação de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda) e com o MPF (Ministério Público Federal).

 

 

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