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Mãe confessa que matou filho por não aguentar mais ser agredida

Crime

17 OUT 2013
Carlos Guessy
14h33min
A mãe contou que pediu ajuda para internar o filho, mas ninguém a atendeu. Foto: Maikon Lea

Isolita Nunes Barcelos, 55 anos, confessou na tarde de ontem, quarta-feira (16), na Delegacia de Rio Verde, que matou seu filho Talles Nunes Barbosa, de 23 anos, por volta de 15h30min do último sábado (12), na residência da família, localizada na Rua Armando Sebastião Martins, Bairro Santa Terezinha, em Rio Verde, localizada a 243 quilômetros de Campo Grande.

A mãe contou que Talles era usuário de drogas e tinha problemas psiquiátricos. Além disso, no dia do crime ele agrediu Isolita e sua esposa, que está grávida de quatro meses. Talles teria jurado matar toda a família e disse que com a chacina se tornaria famoso no País.

Por não suportar mais as agressões do filho e para não vê-lo ser morto como bandido, ela pegou a arma que havia escondido de Talles e efetuou cinco disparos contra ele. A mãe disse que amava muito o filho, mas naquele dia estava bastante abatida e perdeu o controle.

Momentos antes do crime, Talles teria arremessado um ventilador contra ela e ameaçou agredir um sobrinho que é deficiente físico.

Isolita ficou revoltada com a situação e atirou contra Talles, que tentou correr, mas foi atingido nas costas e na cabeça. Ele chegou a entrar na sala da casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O delegado responsável pelo caso, Eder de Oliveira Morais, disse que não descarta a possibilidade de outras duas pessoas da família terem participado do homicídio. De acordo com ele, a vítima pode ter sido alvejada por duas armas, uma de calibre 22 e outra de calibre 38. O delegado aguarda o resultado da necrópsia.

Isolita disse ainda que depois de cometer o crime ela mesma acionou a Polícia Militar de Rio Verde, em seguida, fugiu para Bandeirantes, onde entrou em contato com sua advogada e amiga da família, Rafaela Cristina de Assis Amorim. A advogada tentou apresentá-la em Bandeirantes, mas a cidade está sem delegado, por isso, levou a autora para Rio Verde.

O delegado Eder explicou ainda que foi divulgado no final de semana que Talles havia sido morto por seu padrasto, mas Isolita não tem companheiro. O crime continua sendo investigado e a mãe responderá pelo caso em liberdade.

A mãe contou que pediu ajuda a diversas autoridades para internar o filho, mas ninguém a atendeu.

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