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Mentor de golpe milionário morreu um mês antes de operação da PF; sócios são investigados

Octogenários são suspeitos de bolarem o estelionato que fez 60 mil vítimas em Mato Grosso do Sul e outros estados

18 JUN 2018
Celso Bejarano
07h00min
Delegado mostra fotografias dos relógios apreendidos Foto: Marionildo Moreira

Investigadores federais já sabem que ao menos 60 mil pessoas caíram no golpe da mina de ouro, que enriqueceria em curto tempo interessados num negócio pra lá de suspeito, detonado em novembro passado pela Ofir, operação da Polícia Federal.

Cabeças da trama foram para a cadeia, mas a missão da PF agora é pegar quem, de fato, começou com o complô que arruinou as finanças de milhares de indivíduos a partir de contratos fraudulentos pactuados em escritório instalado aqui em Campo Grande. 

A alguém que depositasse mil reais, por exemplo, na conta da empresa, ou desse nas mãos do dono, era prometido lucros de até mil por cento sobre o investido. E o dinheiro viria de uma mina de ouro desativada, que nunca existira, mas que deixara bilhões de reais que deveriam ser ainda repatriados, segundo os golpistas.

Guilherme Guimarães Farias, delegado da PF que comandou a operação, deflagrada em novembro passado, disse que o foco da investigação é o de rastrear as ações de ao menos seis homens, “já de idade”, que teriam fortes ligações com o maior esquema de estelionato já descoberto em território sul-mato-grossense. Além da PF, agem na investigação a Receita Federal e Controladoria-Geral da União.

Um dos mentores da fraude, Celso Araújo, 80 anos, morreu de insuficiência renal, um mês antes da operação Ofir, informou o delegado. Ele é avô de Celso Éder Gonçalves de Araújo, 25 anos, que está preso em Campo Grande.

Celso, o neto, é dono da Company Consultoria Empresarial, onde as fraudes eram “homologadas”. Anderson Flores de Araújo, filho de Celso Araújo, tio de Celso Éder, também está preso. Sidinei dos Anjos Peró e Ricardo Machado Neves, também foram presos pela trama.

Se não morresse, Celso Araújo, também seria encarcerado, segundo o delegado.

Ainda de acordo com o delegado da PF, o esquema funcionava em Campo Grande desde 2003, e quem agia como o operador principal, seria Celso Araújo, o avô. Celso teria ao menos cinco parceiros com idades parecidas a dele, isto é, em torno de 80 anos idade. A PF, disse o delegado, já tem informações e nomes dos suspeitos. Agora, colhe provas para denunciá-los.

Além do dinheiro que viria de minas de ouro que teriam sido exploradas tanto aqui no Brasil como em países estrangeiros, os golpistas diziam aos clientes que iriam resgatar em torno de R$ 4 bilhões da chamada LTN (Letras do Tesouro Nacional), que são títulos com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra, outra mentira.

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