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'Prefiro ser atendida pela loirinha', diz cliente a atendente negra

Mulher, branca, acompanhada de seu marido e filho, também brancos, não quis ser atendida pela trabalhadora negra

9 AGO 2017
Anna Gomes
08h34min
Foto: Arquivo JP News

Uma mulher recusou ser atendida por uma funcionária negra em um restaurante  nesta segunda-feira (7), em Paranaíba, município distante aproximadamente 400 quilômetros de Campo Grande. Segundo a suposta racista, ela exigiu ser atendida pela funcionária 'loirinha'.

Conforme o site JP News, a mulher, branca, acompanhada de seu marido e filho, também brancos, não quis ser atendida pela trabalhadora negra, que ao ir atender a cliente levou a resposta:“Não. Não, moça. Prefiro que a loirinha me atenda”, disse a suspeita.

Uma testemunha, que preferiu não se identificar, disse que a atendente vítima de discriminação não compreendeu o que estaria acontecendo no momento, se dirigindo até uma colega e pedindo para ela atendesse a mulher em seu lugar. Após ser atendida pela funcionária branca, de cabelos loiros, a cliente não fez mais exigências.

Ainda de acordo com a testemunha, ao pagar a conta, a funcionária do caixa do estabelecimento que também é branca e loira, revoltada com a situação, ciente do caso e no intuito de interpelar a cliente, questionou se a primeira funcionária que a havia atendido, no caso a garota negra, teria a tratado mal, e por conta disso teria recusado ser atendida por ela, a mulher respondeu que era questão de gosto e que preferia ser atendida pela atendente loira. “Não. É que eu preferi ser atendida pela loirinha mesmo”, disse.

A testemunha ainda relata que enquanto esteve próxima e acompanhando o fato, notou que a garota vítima de racismo se encontrava desorientada e sem entender o que havia acontecido.

Os colegas perguntaram se a jovem conhecia a mulher e se houve algum tipo de desentendimento entre elas no passado que justificasse a ação, mas ela respondeu que nunca havia visto a cliente, deixando claro que a principal suspeita seria de racismo.

Perguntada se conhecia a suposta autora ou se o rosto lhe era familiar, a testemunha disse que também nunca viu a família em outros lugares da cidade.

 

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