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Na Lata: guarda municipal toca terror, tortura moradores de rua e acaba transferido

Ao invés de cuidar da segurança do patrimônio, usuários relatam que o guarda passava a maior parte do tempo humilhando as pessoas

15 JUN 2018
Leah Iorc
09h51min
Foto: Geovanni Gomes

Parece que tinha guarda municipal se sentindo o ‘rei da cocada preta’ ao prestar serviço no Cetremi de Campo Grande. Além de se sentir superior a outros cidadãos e fazer questão de deixar isso bem claro nas redes sociais, o guarda andava ‘metendo o terror’ na unidade em que prestava serviço, fazendo valer as torturas utilizadas na época da ditadura militar. Resultado: acabou ganhando um belo puxão de orelha e transferência.

Assustados e com medo de se tornarem novos alvos do ‘guarda furioso’, usuários do Cetremi alegaram que bastava ele não gostar de alguém, para dar início as agressões e humilhações. “Ele tortura mesmo, ele pisou na cara de um usuário na frente de todo mundo, ele não deixa o cara em paz. Quando ele gosta, ele fica na dele, mas quando ele não vai com a cara de algum usuário, ele mete o terror”.

Segundo usuários, o guarda não media palavras. “Ele não tem medo de nada, fica aterrorizando todo mundo no Cetremi. Tem gente que não quer mais nem ficar ali porque ele humilha, ele xinga, ele bate, ele tortura mesmo. Alguém tem que fazer alguma coisa, porque ele faz isso com alguns, daqui a pouco, quando surtar, vai começar a torturar todo mundo aqui”.

Nas redes sociais, o guarda chamava os usuários de ‘bandido peba drogado’, alegando que foi lotado no local para ser o castigo dos usuários.

Na prefeitura, a informação é que tanto a SAS (Secretaria de Assistência Social) quando a Guarda Municipal vão abrir sindicâncias para apurar as reclamações. Além disso, caso será encaminhado para a Corregedoria. Tempo fechou para o malandro.

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