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Acusada de matar namorada de ex vai a júri na próxima quarta-feira

O 'Pivô' do crime foi executado no mesmo ano

14 SET 2017
Anna Gomes
08h49min
Foto: Reprodução Facebook

Thamara Arguelho de Assis, de 21 anos, vai a júri popular na próxima quarta-feira, dia 20 de setembro. Ela é acusada de assassinar a tiros Victoria Correia Mendonça, 18 anos. O crime aconteceu no dia 19 de julho de 2016 e a motivação seria ciúmes do ex-namorado, Weverton Silva Ayva, 28 anos, o Boneco (que morreu a tiros em setembro do ano passado).

Weverton estaria mantendo um relacionamento amoroso com a vítima e com a acusada ao mesmo tempo. Quando o crime aconteceu, Thamara já estava grávida e deu a luz em Corumbá, cidade onde ela está presa.

Na madrugada do dia 19 de julho de 2016, a ré, após adquirir ilegalmente um revólver calibre 38, combinou de visitar a vítima em sua residência para uma conversa amigável e a vítima aceitou recebê-la. Na casa de Victória, Thamara sacou a arma e efetuou o primeiro disparo no rosto da vítima, que tentou fugir, porém foi novamente alvejada nas costas e, por fim, na cabeça, vindo a óbito no próprio local.

(Victória foi assassinada aos 18 anos)

O Ministério Público considerou o crime como homicídio qualificado por motivo torpe, por não aceitar o relacionamento amoroso de seu ex-namorado com a vítima e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O órgão de acusação pediu, igualmente, a pronúncia da ré no crime de porte ilegal de arma de fogo.

Em sua decisão, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, após a oitiva de diversas testemunhas, entendeu haver indícios suficientes de que a acusada seja a autora do crime, e aceitou a denúncia do Ministério Público em sua integralidade, devendo ser levada a julgamento popular.

(Boneco, o 'pivô' do crime. Ele foi executado em setembro do ano passado quando saía da cadeia)

O julgamento estava programado para ocorrer no dia 18 de agosto, mas foi adiado a pedido da Defensoria Pública, por motivos internos, porque o Defensor responsável pelo caso não poderia estar presente e, a acusada, dentro de seu direito, manifestou ao juízo o desejo de ser defendida por ele especificamente, pois acompanhou todo o seu processo.

A acusada ainda está presa no Estabelecimento Penal Feminino em Corumbá. A filha de Thamara permanece com ela na prisão. 

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