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'Agiram dentro da lei', diz associação sobre PM's que atenderam ocorrência com policial rodoviário

Entidade diz que não houve direrença de cor, raça, religião ou classe social

5 JAN 2017
Thiago de Souza
16h16min
PRF falou ao telefone, o que é proibido em abordagens policiais Foto: Campo Grande News

Militares que atenderam a ocorrência em que o  policial rodoviário federal, Ricardo Hyun Su Moon, 46, matou o empresário, Adriano Correia,33, com cinco tiros na manhã do dia 31 de dezembro, receberam irrestrito apoio da Aspra (Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul). Para a entidade, os policiais agiram no 'limite da lei' e realizaram todos os procedimentos necessários naquela situação. 

Conforme nota divulgada na tarde desta quinta-feira (5), a ação dos PM's 'está alicerçada nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e no dever ético-policial'', diz o trecho. Em outra parte, a Aspra afirma que a atuação dos policiais em questão não fez distinção de qualquer natureza 'seja ela de cor, raça, religião ou classe social''. 

Na manhã do dia 31 de dezembro, a associação diz que, desde a hora da chegada da equipe policial, foram feitos todos os procedimentos necessários adotados em ocorrências de complexidade, como preservar o local do crime até a chegada da perícia e da autoridade competente, atendimento médico aos feridos e identificação de testemunhas, bem como a integridade física dos envolvidos. Destaca também que os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil para que lá fossem tomadas as providências legais. 

Porém, conforme mostram imagens dos vídeos feitos por populares e câmeras de segurança, o PRF pode falar ao telefone enquanto era abordado, e segundo o MPE, não recebeu voz de prisão em flagrante, o que facilitou sua saída da delegacia e retorno horas depois, já com outra vestimenta.   

O MPE (Ministério Público Estadual), que pediu a prisão preventiva de Ricardo Syun Su Moon à Justiça, disse que vai pedir à Polícia Civil a abertura de inquérito policial. Para a Polícia Militar de MS será pedido inquérito policial militar e  de sindicância à Corregedoria da PM, para apurar se os PM's que atenderam a ocorrência envolvendo o PRF agiram dentro da legalidade. 

A Aspra finalizou a nota dizendo que reafirma sua total confiança no MPE e no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.    

 

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